Você está feliz com você mesmo?

Por Ana Carolina Bortolini*

Me dê uma resposta sincera, é a única coisa que lhe peço.

E sim, minha pergunta é diretamente relacionada à sua aparência física e como você se sente em relação a ela.

Eu sei, esta não é uma pergunta fácil, enquanto por um lado recebemos uma pressão enorme para nos encaixarmos em um padrão impossível de ser alcançado, por outro há uma pressão quase tão forte para nos aceitarmos como somos. E nos questionamos: o que é mais fácil?

Acredite quando lhe digo que nenhum dos dois é. Mas trabalhar para nos amarmos como somos é, sem sombra de dúvidas, o caminho mais recompensador e duradouro.

Veja bem, nos amarmos como somos não quer dizer que não possamos mudar. Mas a mudança deve sempre ser interna primeiro.

Explico meu ponto de vista, mas antes devo explicar o que me levou a ele.

Sou uma pessoa que pensa demais. E isso nem sempre é produtivo, mas às vezes, uma vez que outra, me leva a conclusões que eu, particularmente, considero formidáveis.

Semanas atrás estava eu aqui, presa em minha estranha, mas linda cabeça pensando em como tinha em meu quarto coisas que não havia mais utilidade para mim e eu gostaria de doar (livros e filmes em sua grande maioria). Percebi então, a enorme quantidade de roupas que possuía guardadas há anos e não as usava, mas também não ousava jogá-las fora ansiando pelo dia em que estaria magra o bastante para que me servissem. Perceba aqui, a ignorância do ser humano. Haviam algumas guardadas há mais de cinco anos. CINCO ANOS! Sem contar aquelas jamais usadas.

O que eu estava fazendo comigo mesma? Porque ficar guardando essas roupas que eu nem sabia mais se queria que coubessem? E então, como em uma daquelas cenas de filmes em que a mocinha finalmente percebe o que estava bem na frente dela havia muito tempo, eu me libertei.

Me libertei de viver em um passado que não mais existe e ansiando por um futuro que é incerto. Eu tenho que estar bem com o corpo que eu tenho HOJE!

Separei as roupas que eu não usava mais para doação e guardei apenas as que uso e que não ficam apertadas ou qualquer coisa do tipo. Saí para comprar uma calça jeans na qual eu fique confortável.

Meu corpo reflete minhas escolhas, o cabelo é minha escolha, as tatuagens são minha escolha, o tamanho da roupa que uso é minha escolha. Escolhi por comer a pizza, salada de frutas, massa, bolo ou a minha amada couve-flor sem culpa. Aprendi a me respeitar e aos poucos trabalhar esse equilíbrio.

Foi com esse lindo corpo que me diverti, fiz amigos, fui a festas e viagens incríveis. Foi ele que me levou a todos esses lugares, e será ele que me acompanhará em tantos outros. É esse corpo que tenho, e não poderia pedir por outro melhor! E você, já parou hoje para perceber o quão abençoado és pelo que possui? AGRADEÇA!

*Ana Carolina Bortolini acredita que apenas através do amor é que podemos mudar o mundo. É membro idealizadora do blog Ser e Só, onde compartilha suas experiências em busca dela mesma, sendo ela quem for. Sarcástica, bem humorada e apaixonada pela confeitaria, procura melhorar o dia a dia das pessoas que ama com bolos, brigadeiros, risadas e Beyoncé.

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