Lendo agora
Você acredita mesmo nos seus preconceitos e no discurso que prega?

Você acredita mesmo nos seus preconceitos e no discurso que prega?

Avatar

Por Christiane Afondopulos*

A importância da reflexão e do diálogo numa era em que a discórdia e o fanatismo parecem ter tomado conta de toda uma sociedade.

976c58d2-34f0-4ee9-836d-2f96e385a2b3Numa época totalmente favorável à exposição de opiniões e entendimentos pessoais, desde os mais suaves até os mais críticos, há que se pensar se o indivíduo realmente acredita naquilo que manifesta.

O mundo virtual contribui para um pensamento em massa e reforça alguns conceitos sociais transmitidos durante a vida.

O fato é que nem sempre temos a certeza de que essa crença é real, ou se simplesmente foi incorporada de forma tendenciosa.

Trata-se do tal comportamento por repetição daquilo que nos foi ensinado desde a infância ou num determinado momento em que fomos inseridos em um grupo, e que talvez nunca tenhamos nos questionado se de fato nos pertence como verdade individual.

Hoje todos revelam na rede e nas rodas de conversas suas idéias, crenças, e seus preconceitos, muitas vezes descarregando um discurso ousado e radical, causando ao mesmo tempo admiração e decepção de seus ouvintes e leitores.

A discórdia e o fanatismo parecem ter tomado conta de toda a sociedade.

Em pouco tempo uma opinião é apoiada ou rejeitada por inúmeros seguidores, e isso vai reforçando uma crença ou um preconceito que o indivíduo nem tem certeza se lhe pertence, ou pelo menos nunca parou para refletir sobre isso.

Num momento extremamente difícil para o mundo, onde o ser humano alcançou o nível mais profundo de egoísmo e preconceito, onde os líderes mais corruptos ainda encontram defensores que crêem em seus discursos e os apoiam, onde valores fundamentais são invertidos, há que se refletir sobre o motivo de tudo isso.

E se pararmos para pensar sobre as coisas que pregamos indiscriminadamente, sem qualquer entendimento racional, simplesmente acompanhando a massa ou repetindo o que nos foi ensinado, talvez cheguemos à conclusão de que aquilo não faz parte de nós, pois não é possível que se acredite em tantas coisas erradas!

Precisamos observar com mais cuidado os valores fundamentais e optar pelo que é de bem de forma óbvia, sem que seja necessário que um terceiro nos convença sobre os efeitos prejudiciais de se perpetuar uma crença “torta” ou um preconceito qualquer.

É preciso ter coragem para interromper o ciclo vicioso do comportamento em massa, onde se busca a todo o tempo justificativas para reforçar uma idéia falida, e iniciar o trabalho da consciência individual que por natureza segue o caminho do bem e do justo!

Christiane Afondopulos

*Christiane Afondopulos é psicóloga e advogada e adora escrever como um exercício para a alma.No seu blog (Chrizoca) publica seus artigos e também colabora com a página virtual da Obvious.

Veja comentários

Deixe uma resposta

Vá para cima