Vai com medo mesmo!

Por Dulcineia Alcock*

De que medo você quer se livrar? Medo de dirigir? De atender seu primeiro cliente? De deixar um relacionamento e não ser capaz de lidar com isso?

Existe uma discussão entre Coaches sobre se emoções – incluindo o medo – devem ser tratadas em Coaching ou em Terapia.

Pra mim, a resposta é: se você quer saber o porquê do seu medo e tratar aquela causa, você deve procurar um Terapeuta. Agora, se pra você o que importa é ser capaz de realizar algo e não deixar que o medo lhe impeça, coaching é a ferramenta.

Coaching é focado na solução. Existem várias maneiras de ajudá-lo com isso, mas a minha preferida é a que uma amiga, também Coach, me ensinou quando eu tive que fazer minha prova de direção, que na Suíça dura 45 minutos: ¨Durante esses 45 minutos, pelo que você quer substituir esse medo?¨ Pensei: ¨por coragem¨. E ela me instruiu a ter essa “conversa” com o meu cérebro antes de começar a prova. Na hora eu estava tão nervosa que pedi para substituir o medo por calma e atenção. E pronto, passei na prova! 🙂

Susan Jeffers, no livro Feel The Fear and Do It Anyway (no Brasil: ¨Tenha Medo e Siga em Frente¨) diz que medo não é o problema. O importante é como lidamos com ele – se de uma posição de poder, ou uma de vítima, de dor.

Eu recomendo a leitura deste livro. Para dar um gostinho, aqui vai algumas das dicas que ela dá.

Cinco verdades sobre o medo

Estas são frases que ela estimula as pessoas a repetirem diariamente, até se sentirem lidando com o medo de uma posição de poder:

  1. Enquanto eu continuar crescendo, o medo nunca irá embora.
  2. A única maneira de me livrar do medo de fazer algo, é… fazendo.
  3. A única maneira de me sentir melhor a meu respeito, é… fazendo algo.
  4. Assim como eu vou sentir medo quando explorar um território que não é familiar… qualquer outra pessoa vai.
  5. Forçar e enfrentar o medo é menos tenebroso que viver com o medo que vem com a sensação de impotência.

A frase 5 realmente é minha preferida, já que deixar de fazer algo não faz com que você pare de sentir medo. 

Mudar o vocabulário de vítima para poder

Sempre que um cliente diz algo como: “não quero mais comer fast food”, por exemplo, pergunto: “então o que você quer? Pode mudar essa frase para uma afirmação positiva?”

Sob o ponto de vista neurocientífico é muito importante que você diga: “eu quero comer de forma saudável”, e é isto que está por trás da dica de Jeffers sobre mudar o seu vocabulário. Use:

– “Eu não vou” ao invés de “Eu não posso“. Note que “eu não vou” denota que você fez uma escolha. Você está numa situação de poder.

“Eu poderia” no lugar de “eu deveria”. “Deveria” traz uma sensação de culpa.

“Eu sou totalmente responsável por estar nesta situação” ao invés de “Não é minha culpa”. Quando você se sente responsável por algo, você pode mudar.

“É uma oportunidade” ao invés de “É um problema”.

– “Eu sei que vou” ao invés de “Eu espero que eu vá”. Veja como “eu espero” tem um tom de preocupação por trás.

“Eu sei que eu vou lidar com o que vier!” ao invés de “O que vou fazer agora?

Esta última é o principal tema do livro e, se você pensar bem, isso é tão verdadeiro! Pode ser que você já tenha passado por algo muito difícil, como a perda de alguém querido, ser demitido, mas o que importa é que, no final, a gente sempre consegue uma forma de lidar com seja lá o que vier!

*Dulcineia Santos é terapeuta multidimensional, life coach e praticante certificada da ferramenta MBTI® de tipos psicológicos. Acredita que a vida é cheia de lições, e que se não as aprendemos não passamos pro próximo nível do jogo. Saiu de casa cedo e foi morar no mundo – agora está na Suíça, onde estudou antroposofia por três anos. Gosta de tomar cerveja no boteco enquanto papeia, de aconselhar, da língua portuguesa, de cozinhar, de ficar só e de flexibilidade de horários. É esotérica, mas acha que estamos encarnados pra viver as experiências terrenas com o pé no chão – de preferência dançando.

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