Tranformando-se – Jacquelinne Bivigin Fernandes

O que aprendi desse mundo foi construído em cima de um auto-conceito que reflete os meus valores familiares, a educação acadêmica recebida e o meio socio-econômico-cultural em que vivi.

E de acordo com esse auto-conceito, vários acontecimentos se sucederam em minha vida: educação formal, cursos técnicos, estágio, graduação, bons empregos, casamento, pós-graduação, viagens, festas e, num belo dia durante o expediente normal de trabalho, me surpreendi com um sentimento forte de insatisfação e um grande vazio.

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Na mesma época, eu tinha um sonho recorrente. Eu me encontrava bem vestida numa grande festa, com gente alegre, bonita e interessante. Mas eu estava descalça! Por mais que procurasse, nunca encontrava os meus sapatos. E o fato de estar descalça, me impedia de levantar da mesa, de interagir com os demais convidados e fazer o que gosto muito: dançar.

O mesmo sentimento de insatisfação e de grande vazio se repetia nesse tipo de sonho. Logo percebi que meu consciente repetia o mesmo desconforto que meu inconsciente. Foi uma época em que minha vida social e material estavam numa ótima fase e, aos olhos do mundo, eu era uma pessoa próspera.

A vida seguia, eu não estava feliz, meu emprego e casamento começaram a ficar sem graça e eu achava loucura romper com o status quo. Afinal, externamente, estava tudo ótimo.

Busquei a resposta através de meu antigo modo racional e pragmático de ver a vida, mas não obtive sucesso. Então, depois de muito resistir, resolvi ouvir minha intuição que, há algum tempo, me dizia que eu estava vivendo Maya (do sânscrito माया, māyā), ou seja, uma grande ilusão.

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Como eu já havia estudado em colégio católico de freiras beneditinas (com direito a primeira comunhão e crisma) e depois em colégio judeu, eu sabia que uma religião criada por homens não me daria as resposta que tanto buscava.

Foi quando eu decidi deixar meu auto-conceito de lado, aquele que eu mesma havia construído, e, simplesmente SER.

A única consequência desta decisão foi o desenvolvimento de minha espiritualidade, a qual me resgatou de mim mesma, me ensinou a desenvolver a Paz Interior e me levou ao estudo e prática de Reiki, Cura Prânica, Numerologia e Ayurveda.

Nas horas vagas fui voluntária em ambulatórios de Reiki e Cura Prânica e percebi que muitas doenças podem ser evitadas se permitirmos que nossa parte divina se sobressaia sobre nossa parte instintiva. Ou seja, devemos SER mais contemplativos que reativos.

Descobri o Ayurveda durante uma viagem à Ìndia e, atualmente, me dedico ao estudo e prática deste conhecimento milenar, que em sânscrito quer dizer Ciência da Vida. A Ayurveda é uma medicina empírico-racional, originária da India, há mais de cinco mil anos. Acredita-se que seja a mais antiga de todas as formas de medicina conhecidas até hoje.

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Nas próximas publicações sobre Ayurveda, escreverei sobre como o equilíbrio do ser humano pode ser atingido através da alimentação, meditação, medicação ayurvédica e yoga. Ou seja, sobre como, através do conhecimento Ayurveda, é possível manter o microcosmo do ser humano integrado ao macrocosmo, promovendo a saúde e bem-estar.

Apesar de ter encontrado algumas respostas, minha busca continua e penso que a melhor forma de expandir o conhecimento adquirido até aqui é compartilhá-lo com pessoas que estão em sintonia com uma vida mais consciente.

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Namastê,

Jacquelinne Bivigin Fernandes.

[email protected]

21 99169-5510

7 Comentários

  1. mozart fernandes diz:

    É muito bom saber que você encontrou o seu caminho.
    Em uma construção o alicerce é fundamental, mais se você não colocar os tijolos alinhados. Tudo vai a baixo com o tempo.
    A cada dia temos que colocar um tijolo em nossa construção (vida) para que possamos estar alinhados, resistentes e fortes o bastante para caminharmos.
    É sempre tentando melhorar cada vez mais ! ! !

    Parabéns pela sua coluna.

    • Jacquelinne Bivigin Fernandes diz:

      Obrigado por compartilhar sua opinião Mozart.
      Sem dúvida que a manutenção de nosso equilíbrio é um trabalho diário, aqui no presente, construindo um futuro melhor.

  2. Parabéns!!!! Muito bom e tocante seu artigo (depoimento??????). Bjks saudosas

    • Jacquelinne Bivigin Fernandes diz:

      Sim Regina, o artigo fala de uma experiência vivida em 2004, a qual foi um divisor de águas na minha vida pessoal e profissional.

  3. José Roberto Pereira diz:

    Jacqueline, muito me alegra saber que você encontrou o seu caminho para uma vida mais plena e feliz. Isso a torna ainda mais especial.
    Parabéns pela iniciativa de compartilhar sua experiência, mostrando a outras pessoas novas possibilidades para que elas também se encontrem.
    Desejo que você continue a evoluir nessa trajetória da sua vida, atingindo níveis cada vez maiores de felicidade.
    Você merece.

  4. Caramba ,,,num é que O C mudou mesmo..Estou abestado.Mas continua linda…

  5. Maria de Fátima diz:

    Oi…. Acho que estou exatamente onde vc começou…. Em desequibrio espiritual mas estou começando a participar de algumas terapias holísticas … É o caminho

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