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Somos o que pensamos

Somos o que pensamos

Thais Faleiros

Somos o que pensamos.

Ontem antes de dormir estava conversando com o Felipe, meu filho, sobre um filme que havíamos assistido, o filme conta sobre uma mulher que é diagnosticada com Transtorno de Personalidade Limítrofe (várias personalidades), que ganha 86 milhões de dólares na loteria e decide comprar um talk show para ela apresentar. O filme é bem raso e oferece muito pouco, mas o melhor e de mais interessante além da tentativa de tentarmos decifrar a mente da personagem principal é a frase em que ela escuta do programa da Oprah que ela afirma que a fez se tornar milionária – “Tudo aquilo que você pensa se torna realidade.”. Felipe questionou se era verdade isso e ficamos um bom tempo antes de dormir falando sobre o poder do pensamento, acabei ensinando a ele o famoso “SANKALPA”

Sankalpa é feito a partir de um propósito que estabelecemos para a nossa vida.

Nas práticas de yoga estamos familiarizados com a criação de um Sankalpa, ou intenção.

Sankalpa é uma construção mental.

SANKALPA é uma resolução interior.

Um desejo, sonho, propósito, intenção forte e pura que você tenha.

É comumente praticada e pode ser profundamente poderosa se for feito com precisão, fé, pleno sentimento e confiança. O universo realmente conspira a seu favor quando você aprender e utilizar o “poder da intenção.”

Em minhas praticas ja testei vários Sankalpas e muitos se materializaram.

Uma área recente da medicina a psiconeuroimunologia, que estuda a relação entre pensamentos, emoções, comportamento e o sistema imunológico do homem- confirma cientificamente o que diversas tradições esotéricas sempre defenderam: somos o reflexo do nosso mundo mental.

Qual a relação entre a alma de uma pessoa, seus pensamentos, emoções, comportamento e o seu sistema imunológico, principal responsável por sua saúde?

Durante décadas foram concentrados esforços internacionais em desvendar detalhadamente os segredos das células imunológicas, a conclusão é elementar: o sistema imunológico é condicionável. Uma vez que reagia o poder do habito, deveria ser influenciável pelo cérebro. Com isso morreu o mito da sua autonomia e nasceu a psiconeuroimunologia.

Já há 3 mil anos a medicina indiana vê o corpo como uma projeção da consciência, mas o que quer dizer isso?

Como essa consciência imaterial influencia os processos biológicos? Como nossos pensamentos e emoções podem nos levar a doença ou a cura?

A psiconeuroimunologia não tem respostas claras, porém o que ela pontula nos últimos anos é fascinante: qualquer coisa acontecendo no cérebro é observada pelo sistema imunológico. Seja estresse, desespero ou bem-estar e felicidade, as células imunológicas sabem- e dependendo do caso, sua ação é diminuída ou aumentada.

O cérebro de uma pessoa deprimida libera grande quantidade de neurotransmissores e peptídeos as quais também “deprimem”as células do sistema imunológico.

Ou seja: nosso sistema imunológico é feliz quando estamos felizes e triste quando estamos tristes.

Uma pesquisa feita na Universidade Stanford, na California, com pacientes sofrendo de poliartrite, chegou a resultados bem significativos. Depois de exercícios físicos, relaxamento, algumas técnicas para dominar melhor as dores atrozes, chegaram a conclusão que nenhum desses fatores representou uma influencia preponderante. Na verdade os resultados positivos surgiram principalmente da convicção de que ele ( o paciente) era capaz de melhorar o próprio estado de saúde e vencer a doença.

Mas a esperança e outras atividades positivas são apenas características que estimulam a capacidade de auto cura. Também, o modo certo de lidar com o estresse é importante. Quem assume a responsabilidade pela própria vida e vê os problemas como desafio não adoece, mesmo em situações complexas. Outros fatores também interferem: amigos, senso de humor, especialmente a capacidade de rir de si mesmo, atitude otimista, capacidade de desabafar e, é claro, o amor.

Em outra pesquisa, o psicólogo David McClellan, da Universidade de Harvard, assistiu com seus alunos um filme sobre o trabalho humanitário de Madre Teresa de Calcutá ( * que inclusive também assiste neste ultimo feriado), todos os estudantes ficaram profundamente impressionados, fizeram exames e comprovou-se que havia elevado a capacidade imunológica dos alunos, fenômeno que o Mc Cleland chamou de “efeito madre Teresa”

Portanto, aquilo que atualmente a ciência comprova já dizia Buda a milhões de anos atrás- “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.”

NAMASTE!

Fonte: Biopsicologia- Suzan Andrews

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