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Sobre términos

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Nowmastê

Por Julia Signer*

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Da maneira como vivemos estamos sujeitos aos ciclos… Tudo que fazemos tem um início, um meio e um fim e se não é propriamente um fim podemos falar de uma espiral, que é cíclica, sempre com altos e baixos…

O fim é o momento do reconhecimento, de juntar a sabedoria, de amadurecer… Quando terminamos um curso, uma faculdade, uma formação, estamos aptos a aplicar essa sabedoria no cotidiano.O fim da infância é o início da adolescência, o fim da adolescência o início da vida adulta, o fim da vida o início da vida sem o corpo humano e assim podemos ver que cada morte é em si um começo.

Agora, quando se trata de relacionamentos, principalmente os românticos, daí dói e dói mesmo o fim. Além da dor do amor, tem a dor do morrer. Quando nos relacionamos com alguém criamos uma nova identidade, que tem gostos específicos, prazeres específicos e até chateações específicas. A personalidade é criada em conjunto e se criam duas personalidades, complementares, que se relacionam. Quando o relacionamento termina junto dele essas duas personalidades morrem.

Então nos sentimos vazios, perdidos, sozinhos. Isso é assim porque não conseguimos ver a nova personalidade que nasce. Quem ama a pessoa no sentido de romance é a personalidade que morre. O amor pode seguir, mas ele segue mais incondicional e sem sofrimento.

A dor do fim do romance é o luto e a negação da próxima fase da vida, a negação da construção de uma nova personalidade. Essa negação é o apego que criamos com o outro.

Todo fim reúne em si sabedoria. Quanto mais ela é desenvolvida, mais belo e pleno será o novo ciclo.

julia signer

*Julia é instrutora de Yoga e Meditação e está a frente da Lotus Mar.

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