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Ser livre

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Ter tudo que se deseja, fazer seus horários ou não deixar que te controlem. Uma ou todas essas atitudes podem significar liberdade para muitos. Desde menina ser livre significou para mim ser independente financeiramente. Mais tarde foi ter minhas próprias ideias sobre a vida e, atualmente, ser livre para mim é entender o porquê de estarmos aqui. 

Tal busca me levou, através de livros e práticas, a conhecer uma filosofia de 2.500 anos que explica o caminho para a liberdade. Do ponto de vista dessa filosofia, ser livre é reconhecer as causas do sofrimento humano. 

Por que sofremos? Primeiro porque sabemos que não ficaremos aqui para sempre, e isso meio que azeda tudo. Com essa sensação de ter pouco tempo, buscamos ter apenas o que gostamos e evitamos o que, à primeira vista, nos faz mal. Essa forma de viver fortalece nossos conceitos de posse e, pensando no que precisamos ter para satisfazer esse prazer, nos sentimos separados dos outros. 

Essa tal filosofia e prática milenar chamada Yoga diz: 

Sofremos ao não perceber que os objetos são apenas objetos. Para sermos livres da reação que temos a eles, devemos constantemente entrar em contato com um lugar mais profundo em nós. Isso nos faz criar um espaço interno que nos permite olhar para todo esse conjunto de objetos com distanciamento.

É meio que se concentrar em um único objeto para poder lidar com todos os objetos da vida. E, em minha experiência, isso realmente funciona.  

É mais ou menos assim. Temos algumas “portas” para entrar nesse estado de concentração. Pode ser pelo corpo, vindo de fora para dentro, através da pele, músculos, ossos, veias, artérias, órgãos e hormônios. Pode ser também pela respiração, que investiga corpo e mente, ou pela sustentação da atenção, contemplando. 

Essa atitude de distanciamento não vem, assim, da noite para o dia. Mas nesse meio tempo, enquanto você trabalha para atingi-la, você se tornará mais sábio em suas atitudes, mais desapegado do que julgava indispensável e mais corajoso para viver seja lá quanto tempo for.

Sem dúvida, a prática constante do Yoga em suas diversas formas despertará em você uma imensa compaixão pelos outros, porque você passará a entender que todo ser humano também sofre.

Quanto a resposta para a minha pergunta, “por que estamos aqui?”, entendendo a causa do sofrimento, deixei para trás a ignorância. Foi como limpar uma vidraça que antes só refletia o que estava fora e que passou a deixar a luz de dentro brilhar também.  E ter contato com essa luz me faz sentir um cheiro dessa resposta, por sentir do que sou feita. Sempre estarei em busca de mais respostas, mas já vivo com mais leveza. Quem sabe seja isso, o aprendizado do caminho. 

Namastê!
Jana

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