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Ser disruptivo é ser quem você é

Ser disruptivo é ser quem você é

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Por Lara Lobo*

O poder da autenticidade e da irrestrita expressão de seus dons e talentos.

A geração nascida entre as décadas de 70 e 80 (e eu me incluo nela) cresceu escutando máximas do tipo:

– Determinadas profissões são melhores que outras;

– Só se dá bem na vida quem tem, no mínimo, um curso superior completo;

– Profissionais do Direito, da Medicina e da Engenharia têm mais status que profissinais da Pedagogia, das Letras ou do Jornalismo;

– Trabalhe duro, ganhe dinheiro, tenha “status”, compre um imóvel e um carro e , assim, você se sentirá realizado;

– Seja racional e faça algo que dê dinheiro. Arte é coisa de boêmio e boêmio passa necessidade;

– Sente por horas a fio e estude coisas das quais não gosta. Esse é o único caminho para o sucesso;

Poderia continuar escrevendo outras centenas de afirmações similares a essas que você acaba de ler, mas acredito que já ficou claro que quero mostrar o tamanho do absurdo dessas máximas. O mundo contemporâneo tem refutado com muita força cada uma delas. Hoje, mais do que em qualquer outro momento da história, a lógica cartesiana e rígida dos padrões que definem uma pessoa de sucesso tem sido desafiada.

Esse modelo formatou uma geração de abundantes profissinais infelizes e pouco realizados, ainda que financeiramente bem-sucedidos. Esse modelo de encaixar seres humanos complexos, com múltiplos talentos e potencialidades, em uma lista fechada de papeis profissinais  fracassou.

Ainda bem. Já era tempo, pois essa mesma mentalidade gerou perdas de potenciais talentos e causou sentimento massivo de frustração em muitos jovens que hoje têm entre 25 e 45 anos.

A boa notícia é que o mundo mudou e a geração da internet trouxe com ela infinitas possibilidades. Vivemos, atualmente, a era da disrrupção, para usar uma palavra “da moda”.

Nos últimos anos, para citar somente algumas, surgiu um sem-número de profissões ligadas à internet, tais como: influenciadores digitais, bloggers, youtubers, analistas de mídias digitais, analistas de SEO (Search Engine Optimization), analistas de SEM (Search Engine Marketing), criador de conteúdo digital, redator de ebooks para sites, desenvolvedor de aplicativos, designer de aplicativos, consultor de e-business e gerente de comunidades e redes sociais.

Com a rápida evolução da Inteligência Artifical e a mecanização de muitos processos antes dependentes de seres humanos, nos próximos 10 anos, muitas profissões desaparecerão; novas surgirão e algumas pouco valorizadas em anos recentes serão consideradas cruciais.

E aonde pretendo chegar com tudo isso?

Meu objetivo é  mostrar que os paradigmas de sucesso e realização na contemporaneidade são fluidos e relativos. Estamos, cada um, criando nossos próprios critérios de sucesso, realização e felicidade.

Vivemos a era da colaboração, a era da experiência, a era das redes. Precisamos criar significado, gerar conteúdos que façam vibrar corações, entender que somos (e sempre fomos), cada um na sua especificidade, influenciadores de outros seres humanos. A era digital potencializou nossas capacidades de fazer a diferença, de impactar com pequenas palavras ou ações, de ser verdadeiramente disrruptivos.

E quem são os seres humanos mais disrruptivos que conhecemos?

Como o próprio significado da palavra diz: aqueles considerados “inadequados”, “inapropriados” ou “inoportunos”; aqueles que não pretendem se enquadrar em modelos ou pensar dentro de padrões pré-formatados. Os verdadeiros e potenciais disrruptivos são os que têm a coragem de ser quem são em essencia e colocar seus dons e talentos à serviço da humanidade; são os autênticos e transparentes, aqueles que não têm medo de expor a sua essência, a sua verdade e aquilo em que acreditam.

Todos somos gênios em potencial, já diria Einstein; apenas precisamos liberar-nos de todos os rótulos e de todas as crenças limitantes que incutiram em nossas mentes, ao longo de anos. Sermos quem somos em essência e colocarmos nossos talentos e dons no mundo é o verdadeiro caminho para o sucesso, para a realização e, claro, para a disrrupção.

*Lara Lobo, diplomata, escritora, professora de Yoga, fotógrafa amadora e estudiosa do desenvolvimento pessoal.

Já morou nos Estados Unidos, em Gana (na África) e atualmente vive e trabalha no Peru.

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