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Reza Paz – Peça fala sobre o poder das orações

Reza Paz – Peça fala sobre o poder das orações

Nowmastê

Se você tem um pingo de espiritualidade nas veias, já rezou ou reza. Nas religiões do mundo, Deus pode ser distinto, mas a oração e os rituais estão presentes em todas elas. Pois bem, foi pensando nessa presença e força das rezas que a atriz e diretora Prem Tirtha criou a peça chamada Reza Paz, que fala sobre a importância da oração e dos rituais, como ferramentas de perdão, esperança, paz e súplica. Aliás, a própria apresentação é envolta por um ar de sagrado presente nos rituais.

Conversamos com Prem Tirtha, leia a seguir:

reza paz

Como surgiu o Reza Paz?

O Reza Paz é uma inspiração… Veio da experiência vivida, da vontade de trazer uma conexão com o mistério, com o divino, a lembrança, a possibilidade de comunicação com o ser maior. Não se trata de religião ou crença, mas da reza de cada um consigo mesmo. É um pedido para que o coração se abra, para que seja resgatada essa possibilidade, o contato, a intimidade do nosso ser com o superior: o superior fora, o superior dentro… Percebo que neste momento precisamos realmente pedir por ajuda, por misericórdia, precisamos nos unir à possibilidade de sermos atendidos através da graça divina. Que todos os seres divinos venham nos ajudar nesse Movimento de reza em que clamamos por paz. Paz dentro de nossos corações, perdão por nossas ignorâncias, louvores por milagres recebidos. Precisamos honrar a nossa própria natureza sagrada. Que o Reza Paz seja apenas uma semente, que traduza esse pedido de socorro, essa constatação da existência, esse agradecimento por nossas preciosas vidas. Que seja um grito de ajuda, de alegria, de gratidão e, principalmente, um Movimento em direção à libertação da consciência superior.

Como desenvolveram a peça?

Iniciamos uma investigação colaborativa acerca do mistério, dos universos da reza, da fé e dos rituais. O primeiro passo foi resgatar, individualmente, orações, cânticos e referências espirituais presentes na memória de cada integrante, e compartilhá-las com o grupo, por meio de leituras e propostas de encenação. Paralelamente, o grupo também se organizou para ir à Índia, com o objetivo de vivenciar experiências relacionadas ao hinduísmo e ao budismo. Lá conheceram mestres espirituais como Amma, Mooji, Prem Baba, visitaram o ashram do Sai Baba, estiveram em lugares sagrados como Varanasi e Dharamsala. A estas experiências coletivas, acrescenta-se minha pesquisa individual de mais de treze anos, a respeito de diversos rituais e linhagens espirituais: budismo, hinduísmo, das florestas peruana, boliviana e brasileira, de xamanismo, umbandismo. Então, a partir de todas estas inspirações, minhas e do grupo, o Reza Paz foi, aos poucos, sendo traduzido e concebido. As rezas foram chegando, a costura foi sendo feita. Umas rezas chegaram e ficaram, outras ficaram um tempo e depois saíram. Novas rezas entraram.. O Reza Paz se revelou um Movimento vivo, sem uma estrutura fixa de rezas. Está em constante transformação.

Todos no elenco são atores?

Não. O elenco é formado por pessoas de diversas profissões: atores, publicitários, empresários, professores de ioga, psicólogos… Pessoas que têm o anseio de estabelecer uma conexão com o outro, de ajuda, de comunicar amor, cura e luz. Neste momento, o tema abordado trata de rezas, religiões. Mas futuramente podemos tratar de diversos temas. O foco do nosso trabalho é trazer consciência.

Quantas pessoas já viram o Reza Paz?

Realizamos duas temporadas teatrais, de 4 meses, em teatros para 100 e 125 pessoas. Na maioria das apresentações, o teatro estava cheio ou lotado. Estimamos que só dentro do teatro, cerca de 1500 pessoas tenham assistido ao Reza Paz. Mas realizamos muitas apresentações nas ruas, praças, parques, museus, na Virada Cultural, na Virada Sustentável… A estimativa é que pelo menos mais 1000 pessoas tenham visto ao Reza Paz em espaços públicos da cidade.

Tirtha_recorte (1)Prem Tirtha começou sua trajetória no teatro em 1979, trabalhando como atriz e diretora com importantes nomes como Antunes Filho, Augusto Boal (Teatro do Oprimido) e Zé Celso Martinez Corrêa (Teatro Oficina), entre outros. Foi também preparadora de elenco no Studio Fátima Toledo, professora de Teoria da Comunicação no INDAC (Instituto de Artes e Ciência) e realizou trabalhos com pacientes psiquiátricos no CAPS – Centro de Atenção Psicossocial. Após passar por profunda transformação pessoal, há cerca de 15 anos, sentiu que poderia olhar para a alma humana a partir de um outro ponto de vista, muito amplo e profundo: o espiritual. Por mais de 10 anos, viveu entre o Brasil e a Índia, berço da espiritualidade. Ao longo deste período, desenvolveu um trabalho único, de resgate e cura, chamado Uzina Azul, que propõe uma viagem interna à cerca da própria alma e de tudo o que a constitui: as emoções, as memórias, o resgate da intuição e a conexão com o espírito. Com um método próprio de condução, por meio de vivências e meditações, propõe restabelecer uma conexão com a própria fonte, com o princípio sagrado e com a essência de cada ser. Um dos desdobramentos deste trabalho foi o Movimento Reza Paz, que une a arte à espiritualidade com o intuito de promover a cultura da paz.

Confira aqui as próximas apresentações do Reza Paz.

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