Reveillon em Myanmar – Uma nova visão na virada do ano

As estatísticas mostram: 95% da população de Myanmar, também conhecido como Burma ou Birmânia, é budista. Mas são os costumes, as relações humanas e as práticas completamente diferentes das ocidentais que revelam: nesse país, a vida religiosa confunde-se com o cotidiano, até mesmo quando adorna, com seus templos e imensas esculturas de Buda, as indescritíveis paisagens do país.

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Para penetrar nessa “terra do encanto, suspensa no tempo” e aproveitar sua riqueza natural e cultural, existe uma porta de entrada aqui no Brasil: a agência especializada em viagens de conhecimento Latitudes. E para esse ano de 2013, o roteiro oferecido pela empresa, que atua no Brasil desde 1992, dura 16 dias, incluindo o dia do Reveillon e prevê visitas que encantam por sua diversidade e beleza. Entre elas, as famosas pagodas, os templos com quase mil anos, um vulcão extinto -o Mount Popa-, os monastérios budistas, as fazendas flutuantes e outras atividades que promovem uma integração com a cultura local e seu particular modo de vida.

Bagan 03

Quem fala sobre o destino com grande propriedade é o especialista em Ásia e Oriente Médio Emílio Moufarrige, consultor da Latitudes, que concedeu uma entrevista exclusiva ao Nowmastê:

 Nowmastê –  Qual é a visão do povo birmanês sobre as questões espirituais e de auto-conhecimento? Como ele se relaciona com a fé, com a meditação, os costumes religiosos?

Emílio Moufarrige –  Num país cuja população é 95% budista, fato que podemos também reconhecer em outros países do sudeste asiático como Tailândia, Laos e Camboja, é quase impossível que os aspectos da religiosidade não interfiram na vida cotidiana dos birmaneses. De maneira bem abreviada, o budismo, como uma filosofia de vida, torna a busca da liberação do sofrimento com o fim do ciclo das encarnações e a conquista da Iluminação como os objetivos que norteiam a existência do ser humano. Estes pontos permeiam essa filosofia e propõe uma série de regras, usos, costumes, uma ética, um modo de ser, uma visão do mundo e da realidade que favoreçam a realização destas metas existenciais.

Swedagon Pagoda - Yangoon

Nowmastê – Para quem tem uma visão tão ocidentalizada como nós, brasileiros existe algum choque cultural ao se visitar um país como Myanmar?

Emílio Moufarrige –  Seria impossível, para nós ocidentais, dizer que as tradições, os usos e costumes orientais, de forma geral, não sejam muitas vezes um choque. Porém, esse estranhamento inicial é uma experiência que pode trazer aprendizado. É interessante notar a presença constante de inúmeros monges em trajes vinho e açafrão, os lindos e bem elaborados monastérios, estupas e as infindáveis representações de Buda, nas mais diversas posturas e formas de oferendas, bem como aprender a reconhecer sabores e aromas numa culinária rica e variada. Creio que o sorriso e a gentileza desse povo são aspectos que nos tocam profundamente  e nos fazem sentir, pouco a pouco, que com esse mínimo podemos ser tão diferentes.

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Nowmastê – Quais são suas impressões sobre as riquezas naturais do país?

Emílio Moufarrige –  Myanmar é um país de grandes distinções geográficas. Inúmeros rios que nascem  nas montanhas geladas do Himalaia e que cruzam o país permitindo uma comunicação importante. Muitas são as jazidas de pedras preciosas, com lindos rubis, esmeraldas além do ouro que vemos não somente nas jóias como nas milhares de folhas de ouro que recobrem centenas de stupas por todo o país. As milhares de stupas do vale de Bagan, o mosteiro que encima o Monte Popa e a beleza paradisíaca do Lago Inle, com seus famosos remadores de perna, tornam este país uma experiência de deslumbramento garantido.

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Veja o roteiro completo aqui.

 

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Perfil Emilio Moufarrige – Consultor Latitudes

Formado em arquitetura, voltou-se para a filosofia desde 1975. Exerceu a função de professor na faculdade de arquitetura da Universidade Mackenzie. Dedica-se aos estudos humanistas, proferindo palestras, aulas e seminários nas áreas de filosofia, história, religiões e mitos, tanto do Oriente como do Ocidente. Atua como consultor, desenvolvendo projetos de ações culturais na Latitudes. É pós-graduado em Gestão do Conhecimento e Capital Intelectual. Tem acompanhado grupos de viagens pelo Sudeste Asiático, China, Marrocos, Israel, Jordânia e Egito, abordando temas relacionados à cultura local, tradições religiosas orientais e tradições monoteístas ( judaísmo, cristianismo e islamismo) além de visões de mundo.

 

Informações:

(55) 11 3045 7740

R. Clodomiro Amazonas, 1158 – cj 62/63 – Vila Olímpia

[email protected]

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