Lendo agora
“Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro acorda.”

“Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro acorda.”

Patricia Lemos

“Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro acorda.” Karl Jung

Acreditem, a maioria das pessoas não está preparada para este enfrentamento. Esta é uma tarefa para poucos, pois, acima de tudo ela exige muita coragem e humildade. Coragem para observar coisas que não estão funcionando mais, para abandonar mecanismos ultrapassados de autodefesa, entender como o ego pode ser sofisticado e cheio de artimanhas. É bem mais simples ficar numa zona de conforto e continuar usando velhas máscaras.

O cenário de autoconhecimento e espiritualidade chega farto para apoiar aqueles que procuram: são cursos, palestras, produtos, workshops. Antes de optar por algo é importante buscar informação, entender como cada terapia funciona. Existe gente por aí vendendo fórmula milagrosa de cura. É preciso abrir olho, sentir no coração, usar a intuição como filtro. O que é bom para uns nem sempre é para outros.

Essa caminhada de busca e cura custa caro e quando pessoa está vulnerável e precisando de ajuda geralmente se torna presa fácil de ser explorada. É saudável e importante buscar ajuda sim, mas até que ponto é necessário confiar questões íntimas e pessoais ao outro para resolver questões que na maioria das vezes só podem ser resolvidas por nós? Meditemos!

Photo: Camila Muradas

As terapias e os terapeutas devem atuar como apoiadores. Eles oferecem ajuda qualificada por meio do conhecimento. Mas o desejo de querer caminhar e aprender é pessoal. A disciplina com as técnicas, suor, lágrimas e passar pelas situações boas e ruins de forma prática é a forma mais rápida e consistente de aprendizado. Cada pessoa tem a sua história, suas lutas.

Somos seres vivendo uma breve passagem pela Terra. Diante de tantos caminhos precisamos desenvolver um olhar de amor e compaixão por nós mesmos e pela nossa história. É por meio dela que teremos a força para acessar a cura.

Não devemos esquecer quem somos de onde viemos e qual o propósito de estarmos na estrada. Estamos aqui nos preparando para voltar para casa. Se for possível fazer este retorno de forma mais pacífica, integrada com nós mesmos e com tudo que está a nossa volta, bingo! Acredito que aí sim, matamos a charada da existência.

Vá para cima