Por que vocalizamos o OM?

Por Krisna Zawaduk, via Estudyo Iyengar São Paulo*

Om é uma sílaba sagrada. É chamado de pranava. Om representa divindade; é o som da criação, o som que se produziu quando o universo foi criado. Georg Feuerstein escreveu que “O Om é geralmente identificado como o som primordial que reverbera através do espaço e do tempo nos níveis mais sutis de existência”. Som é vibração e é a origem de toda criação. “Deus está além da vibração”, já dizia B.K.S. Iyengar, “mas a vibração, como forma mais sutil de Sua criação, é o mais próximo que podemos chegar Dele no mundo físico”.

A história do Om é, de fato, longa. Inicialmente, era uma prática secreta e sagrada passada somente de mestre para discípulo oralmente. Desde então, sua importância vem sendo mencionada em várias escrituras tais como os Upanishads, o Bhagavad Gita e os Yoga Sutras de Patanjali.

O Om deve ser vocalizado com seu significado em mente. O som OM deve ressonar dentro de nós e nos levar a introspecção. A vocalização desse mantra tão simples tem um efeito no nosso sistema nervoso e foca nosso ambiente interior. O Om é composto por três partes distintas: A, U e M. Por isso, muitas vezes é soletrado como AUM. Essas partes se referem ao passado, presente e futuro, os estados de lucidez, sonho e sono profundo. Se referem a fala, mente e respiro de vida mais a mãe, pai e preceptor.

Vocalizamos o Om no início da aula para conectar-nos com o Universo, com Deus e com nosso Eu mais elevado. Para desenvolver humildade. Usamos o Om para santificar e purificar nossa prática. Produzimos o som do nosso próprio Om, que se funde ao Om dos demais. Isso é simbólico da nossa conexão com cada um como ser humano.

Links com a vocalização do Om:

Para ouvir um som interessante do Big Bang, clique aqui: http://faculty.washington.edu/jcramer/BBSound.html

*Krisna Zawaduk é uma professora em Kelowna. Este artigo é uma reedição do Kelowna Yoga House Newsletter, disponível em www.KelowNayogahouse.org/articles/#omarticle

Tradução livre: Ana Paula Vaz dos Santos
Revisão: Roberta Maran
Revisão Final e Publicação: Jonathan Batista

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