Pessoas-árvores

Por Juliana Bizare*

Photo credit: Alex Senna via VisualHunt / CC BY-NC-SA

Há algumas horas chegada em São Paulo, a caminho da padaria mais amigável que conheço, prestes a satisfazer um desejo simples e prazeroso que incubei por esses dois meses na selva – saborear café com leite e pão com manteiga na chapa. É quase como se esse ritual na padaria fizesse a ponte entre estar na floresta ainda ontem e estar aqui numa das maiores cidades do mundo já hoje. Essa facilidade que temos atualmente de transportar nossos corpos entre ambientes radicalmente diferentes um do outro, num curto espaço de tempo sempre me deixa de boca aberta.

Espontaneamente escolho enxergar cada pessoa que cruzo no meu caminho-padaria como pessoas-árvores, e cada encontro enche meu coração de gratidão pela vida. Respondo a esse momento encantado – assim que me sinto, encantada – com um sorriso largo e uma expressão de oi-com-olho-no-olho. As pessoas precisam saber que elas são incríveis e que é um milagre estarmos aqui agora! Sinto que a floresta me incumbiu com essa missão… abre aspas Lembre aqueles que se esqueceram, que são muito amados e celebrados! E que só espero que sejam bons uns com os outros!! fecha aspas

A Maria me recebe na padaria com a sua largueza de sempre, curiosa para saber sobre a floresta: “dois meses sem internet? sem café também?” Decidiu que iria caprichar e trouxe um café com arte na espuma, que dizia: Bem vinda e coração. Expressei a sensação de cura que ela emana, através da sua escuta e presença relaxada em si mesma. Ela compartilhou seu desejo de estudar psicologia e o quanto as crianças adoram seu colo. Consegui visualizar crianças e não só crianças, olhando para ela com a alegria de quem sabe que existe naquele momento!

Sim acredito que todos temos essa missão de lembrarmos uns aos outros que somos sagrados, divinos e humanos. E dentro de nós precisamos confiar nisso. Confiar no amor que sentimos no nosso coração, confiar na nossa voz, confiar no que temos para compartilhar.

Compartilho uma prática que tenho cultivado em vários momentos durante meu dia. Tem sido algo para o qual voltar, e que me lembra da real natureza dos pensamentos e da necessidade de direcionar minha atenção para lugares mais saudáveis em mim mesma. Simples e poderoso!

1) Pause e respire conscientemente

2) Saia da mente e sinta seu corpo

3) Ache seu centro agora, talvez no coração ou no baixo ventre

4) Relaxe e respira lá. Mas relaxe mesmo. E se por algum motivo não conseguir relaxar, simplesmente se acolha e permita o que estiver presente se expressar

5) Traga a intenção de confiança para esse centro. Veja se está disposta (o) a confiar na sua bondade e na sua bela humanidade. Confie nisso! mesmo que sua mente esteja tentando te convencer dos momentos que aparentemente você não foi digna (o) de confiança. Isso é blá blá blá da mente, na verdade estamos sempre fazendo o melhor que podemos!

Espero que essa prática te inspire a se aceitar exatamente como você é!

Lembrando sempre de confiar no desenrolar do seu processo! Roberto Crema, grande mestre da Transpessoal diz que tudo é processo, apesar de sermos treinados a ver e esperar o evento. Transformações são geralmente silenciosas. Por isso pausamos e silenciamos para poder escutar!

Namastê!

*Instrutora de Yoga e Meditacão Mindfulness, praticante do Dharma, terapeuta-cuidadora do corpo e do Ser, viajante e cidadã do mundo, amiga, aprendiz de Ser Humano que ama brincar e dançar!

https://www.julianabizare.com/

Deixe uma resposta

Por uma vida mais consciente

Você quer receber as novidades e promoções do Nowmastê no seu e-mail?