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Perdemos o bonde?

Perdemos o bonde?

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Por Érica Martinez*

Uma mapeada me perguntou estes dias se no seu mapa havia algo que dissesse que ela tinha “perdido o bonde”, referindo-se ao fato de ter 44 anos e ainda estar desejando começar um monte de coisas: um projeto beneficente, uma aula de dança, uma nova relação.

Não, claro que, não!

Na minha cabeça não tem essa de “perder o bonde”, ainda mais quando fica cada vez mais claro que as mulheres realmente estão deixando de tentar se encaixar naquele padrão de “casar antes dos 30”, “ter filhos antes dos 35” e, só assim, sentir-se estabelecida na vida.

Essa questão me fez lembrar de um livro chamado: “As Deusas e a Mulher” – de Jean Shinoda Bolen – em que a autora faz uma relação entre os arquétipos femininos junguianos e 7 Deusas gregas. Uma delas é Perséfone, cuja personalidade é a “eterna fiha”, jovial, ingênua, primaveril. Raptada por Hades – Plutão, para os romanos – para ser rainha do mundo dos mortos, ainda sim, conserva sua juventude (não só estética, mas de alma).

Minha impressão é que essa moça será sempre assim, jovem.

Entendo que ela tem, vou chamar dessa forma, uma certa “insatisfaçãozinha crônica” ou um romantismo e uma curiosidade que a faz se manter em atividade, sempre atrás de algo novo a ser aprendido. Penso que, como Hermes – um outro Deus, Mercúrio, o mensageiro – a curiosidade nos mantém jovens, ativos.

Movimento traz frescor.

Lembrei da minha vó também, que viveu até os 97 anos e, na cabeça dela, sua pele era lisinha como a de um bebê, se enxergava jovem no seu espelho. Romântica incurável. Uma de suas histórias recorrentes tinha sempre um tango e um homem de chapéu. Até o final da vida falava em se casar novamente. Figura. Acho que o romantismo nos deixa com a pele boa…

E o que a curiosidade e o romantismo tem em comum? A ESPERANÇA. Ambos nos motivam a busca, a acreditar que tem algo de bom à nossa espera logo na próxima esquina.

E a esperança nunca será um bonde perdido, tem sempre o próximo chegando para nos levar até os nossos sonhos.

Uma amiga uma vez me disse: recomeçar rejuvenesce.

Verdade.

*Érica Martinez é astróloga, terapeuta floral, virginiana e curiosa.

Estuda astrologia há 20 anos e há 5, a filosofia budista.

Participa de estudos e trabalhos de autoconhecimento desde 2009 em São Paulo.

A Astrologia Terapêutica alia o uso de essências florais – como os Florais de Minas e os Florais de Bach – aos mapas astrológicos dos consultantes com a finalidade de harmonizar os fluxos energéticos e qualidades do seu mapa.

Quer saber mais? Whatsapp (11) 9504- 99002 / [email protected]

@ouniversoaoredor

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