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#partiuPlanoF

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Alessandra Alkmim

Por Alessandra Alkmim*

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Eu mudei a trajetória da minha vida aos 42 anos. E não me arrependo. De jeito nenhum. Eu tive peito e coragem pra mudar tudo: mudei de pessoas, de lugar, de atitude e até a maneira de ver o mundo. Aprendi a ser mais humilde. Não que eu não tenha sido humilde, mas precisava aprender mais sobre essa palavra transformadora. E realmente a humildade transforma. E aprendi que gratidão tem que ser (sim!) um mantra diário na vida da gente.

Durante muito tempo meus olhos estavam perdidos sem saber pra onde ir. Daí num belo dia a intuição me avisou que era hora de mudar. Era agora ou nunca. E eu decidi que ia mudar tudo. E eu consegui.

Pela primeira vez na vida eu parei de dar volta ao redor de mim mesma. Foi então que eu me olhei no espelho e o que eu vi ali foi a minha essência, o meu eu verdadeiro, o meu ponto doce piscando sem parar e me dizendo que essa Alessandra refletida bem ali na minha frente só queria ser feliz. Mas ainda havia resquícios de um ego que carreguei por anos. Um ego que alimentei a vida inteira tentando ser quem eu não era só para agradar gregos e troianos. E esse ego por muitas vezes me jogou no chão, roubou incansavelmente o brilho dos meus olhos, me tirou pessoas e oportunidades incríveis e levou o que havia de melhor em mim: a humildade. E eu achava que estava linda na fita. Pobre de mim.

Foram tantas (e mais tantas!) micro revoluções que eu provoquei durante essa mudança que em determinado momento eu precisei (sim!) me equilibrar para não cair. Foi então que eu decidi me levantar em cada queda, em cada escorregão, em cada casca de banana que cruzasse meu caminho.

Eu me empoderei sabe. E isso me deu uma força absurda pra começar tudo de novo. Do zero. Pedrinha por pedrinha, me desapegando de tudo e todos, sobretudo do ego. E decidi que não ia mais correr atrás de ser a melhor e a mais bem sucedida em tudo. Eu quero sim correr atrás dos meus sonhos, das minhas vontades absurdas de inspirar pessoas e de inspirar a mim mesma. De ser feliz somente.

E eu vou tentando, dia após dia, aprendendo com a vida, com o novo caminho que escolhi seguir (área da Educação), com as pessoas, com as decepções, com as angústias, com as noites mal dormidas de tanto viajar nos meus sonhos, com tanta coisa que cruza o meu caminho. Parece exaustivo, mas está valendo muito a pena. Muito!

O que me motiva de verdade são as conexões incríveis que estão surgindo enquanto percorro a minha jornada. Meu Deus! Gratidão por cada uma delas!

No auge dos meus 45 anos, eu estou apenas começando…Não quero a pressa e nem a ansiedade para seguir adiante. Só quero acreditar que eu posso tornar tudo mais leve e emocionante enquanto percorro a minha jornada.

E hoje, depois de um processo intenso e delirante de mudanças, conexões e sobrevivência, reconheço-me como parte de um novo movimento. É a geração Flux.

A geração Flux refere-se às pessoas com uma capacidade genuinamente criativa e de um savoir-faire* diante das mudanças.
Uma característica dessa geração (e que tem tudo a ver comigo) foi o fato de não ser classificada com base em sua data de nascimento. Opa! Isso é perfeito. Qualquer pessoa, como eu, você e todo mundo, pode fazer parte dessa geração: nós “fluxers” somos seres com uma pegada de extrema coragem e força pra sobreviver (sem qualquer medo) no meio do caos e da desordem.

Melhor dizendo, é uma geração que não tem medo das mudanças, já que decidiu adotar a inovação como regra. Em um mundo cada vez mais instável, a capacidade de se adaptar tornou-se imprescindível.

A definição de Flux vai de encontro a um comportamento desestruturado e não linear que diversas pessoas estão adotando em suas vidas (como eu!), motivadas principalmente pelo cenário caótico e mutante em que estão inseridos.

Os fluxers são pessoas que admiram a beleza das diferenças, daquilo que pode ser desconstruído, reinventado. Eles sabem que há muito trabalho a ser feito do zero; que olhar para as melhores práticas é apenas uma das formas de aprender, mas desconfiam do que já está “formatado”. Eles acreditam que não é possível continuar vivendo como sempre fizeram. É hora de mudar, de se reinventar de forma criativa, intensa e vibrante.

O que nós fluxers queremos? Ir atrás do Plano F. F de feliz.

E que esse tal de Plano F seja o começo de uma nova jornada, com uma vontade absurda de ser um “Fluxer Criativo e Feliz”.

Já dizia Chico Xavier: “novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço.”

#MeuPlanoF #SejaFluxer

(*savoir-faire: habilidade de obter êxito, graças a um comportamento maleável, enérgico e inteligente; tino, tato)

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*Alessandra Alkmim
Mestranda em Gestão em Educação Superior na UCES (Buenos Aires, Educadora Criativa que ama o que faz, além de Palestrante nas áreas de Empreendedorismo, Criatividade e Inovação, Professora de turmas de MBA e Empreendedora Social atuando como gestora de projetos na área de Educação do Futuro. Como Facilitadora Learning 3.0, com licença internacional da Happy Melly – Rede Mundial de Educação Criativa (Amsterdã), atua com uma metodologia inovadora de aprendizagem emergente. Aprendeu com a Happy Melly que pra ser feliz, temos que fazer o que mais amamos, com propósito. E eu faço o que mais amo: ensinar e compartilhar conhecimento de impacto. Diretora do Conselho da Mulher Empreendedora da ACMinas (Associação Comercial de Minas) e Conselheira Consultiva do Mulheres S.A. (Associação de Mulheres Empreendedoras e Empresárias). Articulista dos Blogs Empreendedorismo Rosa e Implantando Marketing (temas: Criatividade, Inovação e Empreendedorismo). Revisei e escrevi o prefácio do livro “Os Desafios dos Professores em Sala de Aula” (autor Eduardo Carolino). Contribuí com um capítulo no livro “A Simbiose da Multitarefa” do autor Lucas Veríssimo (Tema: Criatividade). Proporciono experiências inspiradoras para pessoas que desejam promover mudanças significativas em suas vidas através do resgate da confiança criativa. Em quem me inspiro? Sir Ken Sir Ken Robinson, Simon Sinek, David e Tom Kelley, Daniel Goleman, Linda Rottenberg, Peter Senge, Domenico De Masi, Tennyson Pinheiro e Luis Alt.

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