Os guardiões de histórias

Por Elisa De André Motta*, do Projeto Querido Desconhecido

Querido Desconhecido,

As histórias são os maiores legados que podemos deixar. São delas que nasce a sabedoria que perpetua por gerações inspirando e emergindo reconhecimento.

Quando ouço uma história identifico pequenos pedaços e vou associando aos meus. Vou para frente e para trás criando conexões constantes através da imaginação.

Crescer ouvindo histórias dá a bagagem necessária para criar na vida aquilo que se deseja viver. Mais do que somente idealizar tornamos tudo mais leve, mais mágico, mais sensorial trazendo a beleza dos detalhes para o momento presente.

Tornar visual uma história é se apropriar e iluminar momentos que podem ser apagados com o tempo. Dar a ela uma forma, uma cor, um penteado que seja, torna mais vívida a emoção sentida naquele instante.

Inebria os corações latentes trazendo para perto a nostalgia de terem vivido bons momentos.

Lavar a alma com o passado que transborda dentro e dá direções.

Registrar momentos com a fotografia concretiza a vida por imagens. Coloca ordem, tempo e espaço para algo que aconteceu e poderia desaparecer entre as memórias.

Somos guardiãs de histórias.

Conforme Clarissa Estés a vida de um guardião de histórias é: “uma combinação de pesquisador, curandeiro, especialista em linguagem simbólica, narrador de histórias, inspirador, interlocutor de Deus e viajante no tempo.”

Damos símbolos à linguagem do coração. Damos contornos a sentimentos e sensações eternizando vidas.

Nos tempos de hoje contar histórias é resgatar antigos hábitos de valorizar o presente amorosamente. Querer ser lembrado por tocar e entregar sentimentos seja ele qual for.

Quando damos a chance de sermos ferramentas divinas captamos o essencial e transbordamos ao outro aquilo que precisa e gostaria de receber.

Viajar no tempo quantas vezes for preciso e filtrar aquilo que deve ser mantido vívido para que encontremos sempre as respostas que tanto procuramos.

Na ancestralidade habita as direções futuras. Nelas foram construídas bases sólidas de sentido que por vezes não conseguimos nomear.

Com os nossos antepassados justificamos o presente, produzimos o minuto seguinte e transformamos do nosso jeito aquilo que iniciou anos e anos atrás.

Nada é por acaso. Nenhuma família, nenhum percurso ou trajetória. O que foi vivido antes nós coloca onde estamos hoje. O que fazemos no presente dá o tom para os que virão após nossa partida.

A importância de fazer o que se ama, de procurar sempre o bem cria uma legião de seguidores que se inspirarão com cada segundo bem aproveitado hoje.

Acredite: suas escolhas afetam e conduzem os princípios e elementos necessários para propagar alegria na Terra.

Desejo cliques do coração, flashes sorridentes e registros memoráveis. Desejo encontros felizes, viagens longas e lembranças amorosas.

Desejo vida aqueles que buscam se entregar a sua arte.

Muita vida!
Com amor,
Elisa.

*Elisa De André Motta

Escritora de Cartas e Reescritora de Histórias. Mãe da Olívia, apaixonada por brigadeiro e pão de queijo. Inspirada por meu avô Hildebrando Affonso de André, as palavras são expressão, autoconhecimento e aprendizado, nelas encontro a minha cura. Busco em cada escrita um caminho que conecte pessoas e convoque emoção.
www.queridodesconhecido.com

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