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O tempo não espera ninguém

O tempo não espera ninguém

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Nathália Pirotta*

Photo via Visualhunt

E vocês dois tratem de faturar, o tempo não espera ninguém…

Essa frase apareceu numa conversa de um grupo de família no whattsapp, depois de um dia intenso de trabalho. Um dia cansativo, porém prazeroso, daqueles que no final do dia tudo o que você quer é se esparramar na cama ou talvez abrir a cerveja mais gelada do mundo.

A irmã alegremente falava que estava com saudades do irmão. O irmão, que está a quilômetros de distância, falava mais alegre ainda que também estava com saudades dela. Os dois falaram amenidades, a irmã deu uma dica de chá para curar o resfriado dele, a mãe chegou no grupo preocupada com o filho resfriado. Logo após o assunto mudou, e os irmãos começaram a falar sobre trabalho, felizes e empolgados com a situação atual de cada um.

O irmão falava que tinha colocado uma meta para o final do ano, ele iria trabalhar duro para poder juntar uma boa quantia e viajar no final do ano. A irmã falou da correria que estava nas últimas semanas, mas que era uma correria boa e gostosa, de quem está redescobrindo o sentido do trabalho e enfim estava trabalhando com o que gosta.

Até que o pai entra no grupo e tudo que ele conseguiu dizer foi ” e vocês dois tratem de faturar, o tempo não espera ninguém…”

Aquilo soou como uma flechada no peito….e então a irmã perguntou a si mesma ” será que ele ainda não entendeu nada? ”

A preocupação do pai com o futuro (principalmente financeiro) dos filhos era tamanha que ele não conseguia enxergar mais nada além disso. Tudo que ele falava tinha a ver com faturar, ganhar dinheiro, as coisas boas são caras, faturar, ganhar dinheiro, as coisas boas são caras… Não que ele não tivesse razão, até porque dinheiro é bom, necessário, confortável, muito prazeroso, mas o discurso dele a cada dia que passava ficava mais ultrapassado e cansativo. Ele ainda não tinha percebido a gritante diferença de gerações e interesses, que as melhores coisas da vida não são propriamente coisas e que o dinheiro não podia comprar afeto, qualidade de vida, bem estar, evolução do ser humano, felicidade e nem saúde.

Momentos depois que a flecha atravessou o peito da irmã, ela se lembrou de um vídeo, onde pacientes terminais falavam de seus maiores arrependimentos na vida. E esse vídeo sim, era a maior verdade de que o tempo não espera ninguém.

Os cinco principais arrependimentos dos pacientes terminais eram:

1) Gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo e não a vida que os outros esperavam de mim

2) Gostaria de não ter trabalhado tanto

3) Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos

4) Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos

5) Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

Nenhum dos pacientes falou sobre faturar, trabalhar duro ou ganhar mais dinheiro.

E você, está esperando o que?

*Nathália Pirotta é coach ontológica certificada pelo Instituto Appana, terapeuta floral e coordenadora da Casa Violetta, espaço compartilhado que recebe atendimentos individuais, reuniões, eventos, cursos, workshops e confraternizações. Apaixonada por natureza, viagens, cultura, música, gastronomia, práticas meditativas, e claro PESSOAS!

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