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O silêncio não é uma punição

O silêncio não é uma punição

Ruhan Victor Oliveira

Essa quarentena tem virado muitas vidas de cabeça para baixo. Principalmente porque o que o COVID-19 tem feito com louvor é retirar todos nós do piloto automático.

Fazer todos os dias as mesmas coisas e seguir nossos planos e programações querendo estar no controle de tudo é um modus operandi que não funciona mais. E, confinados em casa, nesse contexto, o silêncio e a solitude podem parecer uma punição.

Acredito nesse período como um casulo para todos nós, tempo de amadurecimento e de evolução pessoal. O que tem chamado tanta atenção fora de nós, ao longo dos anos, para que agora sejamos todos forçados a olhar para dentro de casa, de nós mesmos?

Ben White via Unsplash

O silêncio e a solitude são ingredientes fundamentais para que saibamos quem somos, para o autoconhecimento. Quem é você sem o seu emprego diário, sem o churrasco no fim de semana? Quem é você sem as coisas que você acredita que lhe definem: um emprego, um relacionamento ou um plano?

Nós somos mais que as coisas que temos ou que fazemos. Por isso, quanto tudo lá fora parece incerto ou inseguro e somos forçados a olhar para dentro, isso parece assustador. Dar de cara com nós mesmos e com os rumos que estávamos tomando nem sempre é tarefa fácil, porém, também, é uma oportunidade de recomeçar. 

Nesse contexto, uma certa dose de silêncio e solitude são essenciais para obter respostas. Quarentena, COVID-19, tudo isso vai passar. A vida financeira vai se restabelecer, os churrascos vão continuar e tudo vai parecer igual. Mas e você? Você já vai saber quem é?

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