O que você precisa para atravessar oceanos?

Por Elisa De André Motta*, do Projeto Querido Desconhecido

Photo by Lance Asper on Unsplash

Querido Desconhecido,

O sofrimento é inato a condição humana.
Estamos o tempo todo sendo levados a lapidar a maneira como conduzimos e enxergamos a vida. Tudo está ligado na forma como agimos. Nas reações que obtemos a cada instante de desconforto e frustração.

Estes movimentos são baseados nos valores e crenças que criamos ao longo do percurso, e também, nos princípios que absorvemos como nossos.

Para modificar atitudes é necessário remover raízes profundas, para isso, a pausa é a rainha da transformação.
Nestes últimos 06 meses, imersa em meu mundo particular à beira mar, descobri que só existe o caminho de dentro. Aquele famoso em que a gente rega o jardim e cuida das borboletas.

Quando estamos prontos para nós mesmos, estamos prontos para os outros. Quando observamos nossas feridas, podemos observar as dos outros. E isso não é egoísmo, é compaixão.

A vida volta a fazer sentido quando olho com amor a mim mesma e deixo ir aquilo que não me pertence mais. A vitalidade retorna com delicadeza trazendo vigor ao que antes era desprezo.

“Se pudermos transformar nossa atitude diante ao sofrimento, adotar uma postura que nos permita uma maior tolerância quanto a ele, isso poderá ajudar em muito a neutralizar sentimentos de infelicidade, insatisfação e desgosto.” Dalai Lama.

Amyr Klink, em seu livro “Cem Dias entre céu e mar” conta seu percurso entre a Namíbia e Salvador, nele reconheci que o que importa não é a distancia entre algo que queremos, e sim, a capacidade que temos de superar desafios em prol de objetivos.

Ninguém acreditava em sua faceta de romper o Atlântico, não deram créditos a sua auto-superação e capacidade de realizar sonhos, e por isso eu te pergunto:

O que você precisa para atravessar oceanos?

Com amor,
Elisa.

O Projeto Querido Desconhecido virou livro, compre o seu aqui.

*Elisa é escritora de Cartas e Reescritora de Histórias. Mãe da Olívia, apaixonada por brigadeiro e pão de queijo. Inspirada por meu avô Hildebrando Affonso de André, as palavras são expressão, autoconhecimento e aprendizado, nelas encontro a minha cura. Busco em cada escrita um caminho que conecte pessoas e convoque emoção.

www.elisamotta.com.br

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