O homem nasceu pra trocar experiências

Por Paula Zogbi*
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Após 14 anos praticando yoga, ano passado decidi que a consagração seria um senhor mergulho em sua filosofia. Senti que tinha chegado o momento de fazer todo o percurso, do começo ao fim. Me inscrevi no curso de capacitação do IEPY, com o Professor Marcos Rojo e sua equipe.
Mais que um extenso e profundo aprendizado, o impacto gerado em minha vida prática foi brutal. Estava em um período de grandes mudanças em todas áreas, desde a afetiva, profissional e outras relações. Para que elas acontecessem de maneira harmônica era preciso, antes, me realinhar. 
O “percurso” não poderia ter vindo em melhor hora.
 
O que mais me impactou foi a entrega da verdade. Os profissionais que iam ministrar as aulas e palestras aos finais de semana, muitos deles ensolarados, não estavam ali por dinheiro, ou apenas por isso. Se estavam, era nítido que isso não era o mais importante. A enorme vontade de compartilhar seus conhecimentos, experiências, de passar pra frente aquilo que mudaram suas vidas, as enriqueceram de forma substancial, era a tônica, era o que se fazia presente. E este foi o grande presente que recebi de abraços e coração bem abertos.
 
Em momentos pós-reflexão, que foram muitos, quando resolvi me dar merecidas férias e ficar sozinha na praia por quinze dias, observei mudanças em meu olhar, e como elas estavam alterando minha postura diante de tudo o que o ocorria. 
 
Aparentemente estava de férias, sem fazer nada. Mas…será?
 
Estava prestes a voltar pro cotidiano, retomar os trabalhos do dia-a-dia e me perguntei: – Por que não posso fazer só o que me dá prazer em fazer?
 
Esta pergunta reverberou forte em todo o meu corpo. E me fez viajar no tempo. Lembrei do período histórico em que a moeda era a troca. Bons tempos! Como seria bom se hoje cada um pudesse produzir o seu melhor e apenas fazer trocas. Eu produzo uma aula de yoga, ou o trabalho voluntário que me dá tanta alegria, e, em troca, você me dá aquilo que te dá prazer produzir, porque você o faz com amor e verdade. Este é seu talento, seu dom natural, aquilo que você descobriu em si, aquilo que está aqui pra fazer e ser.
 
Talvez fosse um caminho em que tudo se encaixasse de novo de forma mais natural, com menos competição, mais entrega, mais união, mais auto-realização e todos estivessem mais inteiros e contentes ocupando seu verdadeiro lugar no mundo.
 
Não é uma verdade, apenas uma reflexão.
Mas não deixa de ser uma reflexão genuína, que vem dos poros, que abalou minhas estruturas, me tirou do eixo, pra que eu mexesse minha coluna, abraçasse meus joelhos, esticasse minhas pernas, ficasse na invertida, para ver novamente tudo sob novos ângulos, e tentasse mais uma vez, procurar o melhor jeito de me posicionar da maneira mais confortável diante do que vem por aí.
 
Acolha a sua verdade, seja ela qual for.

 Paula Zogbi

*Paula Zogbi é formada em Comunicação Social, é redatora e escritora; pratica yoga há 14 anos, com o Prof. Marcos Rojo, há 3 anos, com quem está atualmente se formando no Curso de Capacitação em Yoga no IEPY/USP. Formada no Curso de Terapias Ayurvédicas, com ênfase em Nutrição, no Instituto Dhavantari. E formada em Dança, que praticou durante 26 anos: Ballet Tânia Ferreira, Ballet Stagium, Ruth Rachou, Yasmim Namuh, Ivaldo Bertazzo.
 

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