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O dia que eu descobri quem eu sou…

O dia que eu descobri quem eu sou…

Alana Trauczynski

Por Alana Trauczynski*

alana Se tinha uma coisa que sempre me irritava muito nessa vida era uma pessoa me dizer: “procure a resposta dentro de você”. Cara, sinceramente, coisa inútil de se dizer para uma pessoa mega perdida e confusa! Dava vontade de mandar tomar banho, mas eu me contentava com um sorrisinho amarelo porque, de certa forma, sabia que em algum parâmetro desconhecido talvez esta pessoa estivesse certa. Será mesmo que todas as respostas estão contidas em mim? E se estão, porque não consigo acessá-las? Isso era o que eu me perguntava. Já faz um tempo que tive um insight que mudou completamente a minha forma de agir perante o mundo e os outros. Gostaria de compartilhar com vocês, porque me fez muito sentido:

Eu sou eu, com todos os meus defeitos e qualidades. Mas também sou uma pequena parte de um todo, sem a qual algo estaria incompleto. Eu sou eu, com todos os meus sonhos, anseios e características humanas, mas também sou parte de uma engrenagem com anseios próprios e características divinas.

Para facilitar o raciocínio, vamos imaginar o universo inteiro como uma grande panela de pipoca. Tem uns milhos que ficam lá fritando e nunca dão o pulo. E tem os que explodem em forma de pipoca, mas continuam contendo o milho. Cada pipoca tem um porquê. Cada pipoca contém o DNA do universo em si, da mesma forma que está contida nele.

Se imaginarmos todos os seres vivos como coisas que vão pipocando, heartevoluindo e voltando para a mesma fonte, não faria muito sentido? Em algum nível, somos todos UMA COISA SÓ, que está em evolução.

Eu APOSTO que ninguém que está lendo este texto se sente plenamente e constantemente feliz. O eletrocardiograma da vida não é uma linha reta. A vida é feita de altos e baixos. Por quê? Porque para estar feliz o tempo todo teríamos que estar desconectados desta totalidade. Nossa felicidade completa depende do outro, depende do TODO. Como poderíamos estar totalmente felizes se percebermos o mundo a nossa volta? Enquanto houver fome, corrupção, doença, injustiça ou guerra haverá sofrimento em nós. Porque existe parte de nós que sente todos estes impactos, mesmo que não estejamos presentes, mesmo que não seja em nossa própria pele. Ficou muito idealista para o seu gosto?

Pode ser, mas isso para mim explica o fato de que as pessoas mais felizes que eu conheço são aquelas que dedicam suas vidas a ajudar o próximo. Mesmo que você seja a pessoa mais egoísta do mundo, ajudar e amar o próximo ou simplesmente fazer o bem é ainda a melhor coisa que pode fazer por si mesmo, porque tudo o que você faz de ruim pros outros está também, de certa forma, impactando você.

Eu sempre me considerei mais egoísta e individualista do que gostaria de ser, ainda assim, percebi que quanto mais eu dou, mais eu recebo. E foi esta experiência prática que me fez mudar minha forma de agir em muitas situações. Eu finalmente entendi por que Jesus deu a outra face. (Sem querer ser religiosa aqui, porque nem sou de nenhuma religião!)

Vocês conseguem imaginar o mundo realmente diferente que poderíamos viver se cada um de nós começasse a pensar assim?!

Você pode, SIM, acessar o poder e a sabedoria do universo inteiro dentro de si. Para isso, é preciso autoconhecimento, meditação, reflexão, leitura, é preciso viajar e ver o mundo, é preciso experiência! No final, todo o mal provém da mesma fonte: a ignorância da totalidade que somos. Por isso, tá na hora de olhar além do seu umbigo. Eu te prometo que uma nova fase da sua vida está para começar…

 

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*Alana Trauczynski é nômade digital, autora do livro “Recalculando a rota: uma louca jornada em busca de propósito” e criadora do Programa Recalculando a Rota, um curso online de autoconhecimento e mudança de mindset para pessoas que querem recalcular a rota de suas vidas para um futuro mais brilhante e fluido. Para conhecer melhor seu conteúdo, curta sua página no facebook.*Alana Trauczynski é autora do livro “Recalculando a rota: uma louca jornada em busca de propósito”

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