O Coração – Projeto Querido Desconhecido

Por Elisa De André Motta*, do Projeto Querido Desconhecido

Photo by Tim Marshall on Unsplash

Querido Desconhecido (a),

O coração aperta quando perde seu dom natural.

Ele foi feito para impulsionar a vida de forma bela e leve. Construído milimetricamente para bombear todas as partes do corpo com sua função principal: amar.

Quando não há mais espaço para o amor ele naturalmente sente dor. Sua missão foi infiltrada pela rigidez, o pulsar natural condicionado a regras mentais e expectativas não atendidas.

O coração por si só não precisa de nada e nem depende de alguém para fazer seu trabalho, ele ama porque é isso que sabe fazer.

Condicionamos o seu trabalho, inserimos barreiras para que não sofra, mas ele sabe do risco e mesmo assim continua a fazê-lo.

Afinal, nasceu para isso.

Se por algum motivo acredita que foi tolido, abandonado, rejeitado começa a questionar-se. A duvidar de sua maior capacidade e inicia o processo natural de afastamento de si mesmo.

Imagine dizer a uma flor que ela não deve florir pois é perigoso. Imagine contar a um pássaro que ao voar ele pode cair e se machucar. Imagine falar para uma criança que a sua risada mais bonita provoca tristeza em que não consegue sorrir.

A originalidade é perfeita.

Tudo tem motivo de existir. Nada está fora do plano divino, e quando está, provoca sofrimento tanto em que deixa de exercer seu propósito como os outros que o apreciam.

A dor é um sinal para corrigir os trilhos para que fluidez volte a emergir. A impermanência da vida faz com que não estanquemos, não paremos um dia sequer no que já passou.

Tudo está em movimento e assim os aprendizados acontecem.

Desejo que a presença seja o único motivo para virar a mesa pelo gosto da experiência de viver o novo.

O conforto nem sempre é confortável.

Aprecie seus novos-velhos sonhos e saiba que é possível realizá-los assim que permitir ouvir seu coração. Saiba que a vida quer tua felicidade neste exato momento.

Não perca mais instantes esperando a certeza que não virá se você não der o primeiro passo.

Recalcule a rota, sinta profundamente o salto que busca alcançar, mas por favor atente-se para não deixar que o plano seja mais um culpado da sua infelicidade.

Você tem capacidade de criar sua realidade. Você é a responsável por toda a alegria que te rodeia, assim como as dores e está tudo bem.

Viver é saber integrar a totalidade acolhendo o lado bom e o lado ruim.

Confie em sua história e experiências, você já possui as ferramentas necessárias para decidir o que irá te fazer feliz agora.

O universo apoia qualquer escolha feita com intenção.

Voe como nunca antes e volte para compartilhar.

Com amor,

Elisa.

*Elisa é escritora de Cartas e Reescritora de Histórias. Mãe da Olívia, apaixonada por brigadeiro e pão de queijo. Inspirada por meu avô Hildebrando Affonso de André, as palavras são expressão, autoconhecimento e aprendizado, nelas encontro a minha cura. Busco em cada escrita um caminho que conecte pessoas e convoque emoção.

www.elisamotta.com.br

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