Nunca iremos saber o dia de amanhã. E isso é maravilhoso! 

Por Ana Paula Fantin*

Quantas histórias ouvimos e vivenciamos sobre estar em devida situação e, de repente, tudo mudar? Tudo se tornar diferente do dia para a noite, tanto para o pior quanto para o melhor. 

Hoje fiz uma reflexão sobre a impermanência da vida e percebi que há beleza nisso. Há beleza na incerteza. 

A incerteza me faz passar por situações desagradáveis com o peito mais confiante e aberto, pois tudo muda, tudo é transitório, inclusive nós. 

Não saber como será o dia de amanhã me leva para dois caminhos: o primeiro e certamente o mais assustador, que é o fato de que estou em um momento feliz e tudo pode acabar e mudar. E o reconfortante, com base em que as coisas ruins também passam. 

É fato que algumas dores não deixam de ser como são, não deixam de ser pesadas e ruins, mas saber que tudo é processo e que, em algum momento do caminho ela também passará, é bonito, é saudável e libertador. 

Porque sendo assim, eu me permito sofrer e sentir pelo momento, mas eu procuro sempre ter o olhar para o alto, o olhar confiante de que, num futuro breve, meus pés estarão em outros caminhos. 

E eles sempre estarão! 

Assim também procuro olhar para o bom da vida, mas, confesso que com certa cautela, porque os momentos bons também passam, mas eles podem durar mais do que achamos. A nossa cabeça sempre vai tender a pensar que não merecemos o melhor e que “tudo que é bom dura pouco”. Mas nós merecemos também tudo de bom que nos acontece. O mundo só fez a gente ir se esquecendo disso aos poucos. 

Já é quase comprovado de que tendemos a nos acostumar com situações após obter certas garantias. Seja uma garantia de parceiro, uma garantia de trabalho ou uma garantia de amizade. Porém, se estivermos atentos de que nunca saberemos o dia de amanhã, os caminhos nesses processos se tornam mais bonitos, porque a gente sabe que precisa aproveitar e se dedicar. Vivenciar e tirar o mais belo proveito que nos cabe. E quando esses processos passarem (e se passarem), a gente pode olhar para trás, pelo menos, com o coração satisfeito de que fez tudo o que podia e o melhor, com o coração satisfeito porque viveu. 

Hoje eu não olho mais para a impermanência como inimiga. Eu estou aprendendo a apreciar que, tudo que me move e me desafia sobre algo, me leva a uma compreensão muito maior de mim mesma, me leva além. 

Vida é processo, vida é coragem, vida é incerteza. Vida é beleza, até quando tudo não parece ser. 

Queira Deus e a gente mesmo, que os “amanhãs” sempre cheguem. Porque, como dizem por aí, a vida é como andar de bicicleta, só funciona se estiver em movimento. 

Sigamos! 

*Sou viajante, escritora, praticante de yoga, amante da natureza, reikiana iniciada e apaixonada por tudo que envolva desenvolvimento pessoal e espiritualidade.

Uma vida baseada em uma frase: Conhece-te a ti mesmo.

“Parti em busca de um refúgio espiritual através de retiros, cursos, livros, terapias e meditação. No fim das contas, surpreendentemente, eu descobri que existia um refúgio no divino que habita dentro de mim.”

Instagram: fantinanapaula

E-mail: [email protected]

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