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Mudança de hábito

Mudança de hábito

Monika von Koss

Por Monika von Koss*

Photo by Drew Beamer on Unsplash

Quantas vezes vamos dormir à noite com a firme intenção de, no dia seguinte, mudar um hábito, um comportamento, um modo de agir ou, talvez, até toda a nossa vida? E após uma boa noite de sono, acordamos dispostas e animadas e seguimos com a nossa vida para, alguns dias depois, nos darmos conta de que estamos fazendo as mesmas coisas de sempre. Então vamos novamente dormir com a mesma intenção e tudo se repete…

Se isto nunca aconteceu com você, porque você sempre leva adiante suas intenções, ótimo. Você pode parar de ler e seguir com sua vida. Você está de parabéns!

Para as demais pessoas que, como eu, têm uma certa dificuldade para mudar hábitos, recomendo encarecidamente que não desistam. Claro que não é suficiente ter uma intenção, mas ela é sempre o começo. Ela aponta para algo em nossa vida que precisa mudar.

A dificuldade que encontramos geralmente está relacionada com a falta de informação. Afirma o Budismo que todo sofrimento é causado pela ignorância, ou seja, pela falta de informação. Sabemos que algo precisa mudar, mas temos apenas uma percepção limitada do que está em jogo. Geralmente olhamos apenas para a atitude ou comportamento que queremos mudar e não incluímos, na nossa percepção, o ambiente mais amplo em que está inserido. Isto é o que significa ignorância ou falta de informação.

E então, o que fazer? Primeiro, podemos desfocar da atitude em si e ampliar nossa percepção para abarcar seu entorno, identificando os elementos que convergem para e mantém nosso comportamento. Mas tudo isto ainda é um modo yang/masculino/mental de nos aproximarmos da questão em pauta.

Que tal experimentar um modo yin/feminino/amoroso de abordar o assunto? Você tem uma idéia de como fazer isto? Vou abordar mais este modo em textos futuros. Por ora, sugiro que você experimente respirar no seu espaço cardíaco e fluir aceitação para aquilo que você sente que precisa mudar em sua vida.

Aceitar é a primeira coisa que precisamos fazer. Aceitar não implica em concordar ou gostar, apenas significa que reconheço a presença disto que não está harmônico em minha vida. Isto está aí por alguma razão, que posso desconhecer no momento presente. E se eu me ‘livrar’ desta atitude, posso estar perdendo algo que pode me trazer informações importantes para a minha vida. Então, enquanto ignoro sua importância, respiro e fluo aceitação pela sua existência, com a intenção de alcançar uma percepção mais ampliada ou profunda da função disto em minha vida.

Experimente e veja como você se sente. Se quiser partilhar suas experiências, dúvidas, descobertas, sinta-se à vontade. Sempre serão bem-vindas.

* Monika é psicoterapeuta de abordagem energética transpessoal, com longa experiência em atendimento clínico, complementou sua graduação em Psicologia com especialização em Psicanálise e diversos estudos adicionais em técnicas corporais e energéticas, Xamanismo e Budismo Tibetano. Suas pesquisas do Feminino e da Deusa resultaram em cursos, workshops e rituais realizados no Espaço Caldeirão, além de textos e livros publicados. Atualmente encontra-se em Formação para Praticante de Fractologia – a Ciência da Cura, ancorando no Brasil o trabalho desenvolvido pela Dra. Catherine Wilkins da Austrália. www.monikavonkoss.com.br

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