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Mobilizar nossa vontade sem fazer força

Mobilizar nossa vontade sem fazer força

Monika von Koss

Muitas vezes confundimos o impulso enquanto desejo imaginado com a força motriz que impulsiona para a ação. Dizemos que estamos com ‘vontade’ de alguma coisa, quando o que sentimos é um desejo.

A vontade, como aspecto distinto, é a capacidade de me autodeterminar, de me autogovernar. É a força que me impulsiona a realizar os meus desejos. E como a força que está por trás da ação realizada com conhecimento e objetivo, ela é a expressão do meu poder.

Exercer nossa vontade requer fazer escolhas e tomar decisões. Fazemos isto o tempo todo, muitas vezes sem nos damos conta. Sempre há um conflito no momento anterior à tomada de decisão, pois, quando faço uma escolha e decido realizá-la, estou renunciando a alguma outra coisa, que também poderia escolher e realizar naquele momento. Quando acordo de manhã, por exemplo, preciso escolher sair da cama imediatamente ou permanecer por mais cinco minutos aconchegada. Para algumas pessoas, a decisão já foi tomada há tempos e elas simplesmente se levantam, enquanto para outras é uma decisão a ser tomada diariamente.

Muitas vezes nos esquivamos de tomar decisões importantes na vida, porque isto significaria abdicar de alguma outra coisa. Abrimos mão de nosso poder de escolha e deixamos alguém outro decidir por nós. Quase sempre vamos encontrar alguém disposto a decidir por nós, mas geralmente ficamos frustrados, porque nós teríamos feito outra escolha, se a tivéssemos feito!

E porque não fazemos nossas escolhas? Será porque não nos sentimos capazes de exercer nossa vontade? Ou porque não acredito no meu direito de exercê-la? Ou talvez porque, quando exerço minha vontade, tenho que me responsabilizar pelo meu desejo e sua expressão, bem como pelas consequência de sua realização? Talvez porque não sou capaz de enfrentar o fracasso ou sustentar o sucesso resultante da minha ação?

A sede da vontade está localizada na região das costas, no ponto entre as omoplatas. Experimente empurrar seu peito para fora, usando conscientemente a força de sua vontade. Imagine que uma mão espalmada empurra você gentilmente a partir desta região nas costas. E agora imagine a mesma mão espalmada empurrando gentilmente do centro do peito para trás. Faça estes movimentos alternadamente, até você encontrar um equilíbrio entre o movimento para frente e para trás. Quando você encontrar o ponto de equilíbrio, você estará com sua coluna alinhada e pronta para manifestar sua vontade, sem precisar fazer força, quando você assim o decidir.

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