Mergulhando na frequência do amor

Por Ana Cristina Koda*

mergulhoMais do que nunca, a humanidade precisa mergulhar na frequência do amor. Todas as grandes iniciativas da atualidade, todos o “co-isso”, “hack-aquilo”, “empreenda-whatever”, apps, a robótica e suas “naníces”, só terão um final feliz se a motivação não for apenas dar apenas uma nova forma para a autossatisfacão.

Dentro de todas as belas iniciativas que venho tendo o prazer de conhecer, percebo uma certa angústia nos criadores e criaturas por uma mudança de “mindset”, de perspectiva, de forma de ver e entender o mundo. Algo ainda não muito claro e tangível porque no fundo nossa cultura ainda é do Eu. Então podemos nos ver fazendo coisas bacanas para as pessoas e para a sociedade, contanto que o Eu se dê bem, sendo que a mudança de mindset passa, obrigatoriamente, pelo escolha do Todo acima do Eu.

Mas de fato, o que seria a frequência do amor?

O amor é uma frequência que quando flui é como se abrissem as comportas de uma fonte inesgotável de energia. Isso porque o amor quando existe se retroalimenta, jorra, transborda, não cabe em si. Na frequência do amor não existe medo, não existe escassez e, por isso, a generosidade vive sob a sua tutela, assim como a criatividade.

Agora, aonde existe o medo, o egoísmo e a raiva, haverá falta de confiança e daí, é impossível o amor se expressar. O desconfiado espera receber para dar porque o que quer mesmo é a autogratificação, e esta é a antítese do amor.

O amor existe em tudo o que há, o tempo todo, mas como já dizia o velho ditado: “enquanto um burro fala o outro abaixa orelha”. Por isso, para alcançar esta frequência, alguns assuntos muito relevantes e tão falados ultimamente, precisam sair da teoria para serem efetivamente executados, não apenas apreciados e propagados.

O perdão é um deles, principalmente, a nós mesmos. Se a gente ainda carrega algum sofrimento, seja de que tipo for, deveríamos nos perguntar, da onde vem este desejo de autopunição? Sim. Sofrimento é um desejo de autopunição, algo que nos culpamos, que não aceitamos em nós, mas não admitimos, jogando a responsabilidade em terceiros. E sem este reconhecimento é impossível perdoar. Desta forma, continuamos andando em círculos e caindo nos mesmos buracos, cada vez mais fundos.

Devemos ter consciência de que estarmos no Agora é algo ainda muito difícil para todos nós. As imagens mentais que temos sobre tudo e todos, o que costumo chamar de dicionário interno, tornam os perigos muito vivos ou “reais”. Não conseguimos perceber que, muitas vezes, são apenas ameaças mentais. Por isso, seria aconselhável estarmos atentos às sementes que plantamos, a energia da intenção colocada em cada ação e palavra. Porque debaixo de um monte de máscaras que vestimos para sermos aceitos ou nos defender está o nosso eu autêntico. Sem verdade, não existe amor.

A compaixão é algo que só acontece quando conseguimos sentir amor e empatia pelo outro. Porém, quando ainda sentimos muita raiva, abrir a mente e o coração para sentirmos empatia é algo muito difícil. Para lidarmos com a raiva precisamos entender como ela está ligada às nossas próprias frustrações, culpas e medos. Desta forma perceberemos o sofrimento que nos aflige, e este é o primeiro passo para baixarmos a guarda. A raiva é fruto de um grande sofrimento e de uma necessidade desesperada de amor e compreensão. Quando nos acolhemos, somos mais capazes de acolher os outros, mesmo se este estiver tentando nos matar.

Gratidão é a felicidade de porta eternamente aberta. É o estado que não impõe condições para receber seja lá que a vida queira nos dar. Junto com a fé, são os combustíveis que mantém a engrenagem das comportas do amor. Quanto mais gratidão e fé, mais amor e mais milagres.

E, finalmente, entendermos uma conta simples: “o que vai, volta”. Na verdade, o que vai nunca foi de fato, sempre esteve conosco. Esta é a maior prova de que somos interdependentes e, por consequência, vivemos em unidade. Somos um grande organismo vivo chamado humanidade e, ao mesmo tempo, poeira cósmica. Por isso, muita atenção não só ao que se faz, mas ao que se deseja ao próximo, mesmo que sejam assassinos e políticos corruptos, porque eles não são separados de nós enquanto seres humanos, e compartilhamos das mesmas fraquezas e qualidades.

Somos todos a mesma essência em diferentes expressões e quanto mais próximo de nós uma questão, mais terá a ver com a nossa própria história, para o bem e para o mal. Por isso, não devemos nos preocupar em punir, em julgar ou qualquer coisa do gênero porque todos somos os nossos próprios juízes e carcereiros. Atitudes de correção são diferentes de punição. Quando se deseja o sofrimento de alguém está se desejando o próprio sofrimento. Eu sei que é muito difícil aceitar e compreender, mas esta é a base da verdadeira unidade e interdependência.

Existe um longo caminho para realmente entrarmos na alta frequência do amor, e atravessarmos esta ponte começa no trabalho individual e diligente de cada um para compreender em que situações e por quê não nos amamos, e como isso se reflete no todo.

Ana Cristina Koda*Ana Cristina Koda

Humana em evolução. Ser interestelar voltando para casa. Assistente da vida para a criação de um novo mundo, aqui e agora. Auxilia as pessoas no mesmo caminho.

Contato pelo email: [email protected]

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