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Melhor lado

Melhor lado

Nowmastê

Por Julia Signer*

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Diante de qualquer situação da nossa vida podemos escolher se vamos eleger a nós mesmos ou a reagir ao que acontece. Claro que quando a situação é agradável e não gera conflitos, parece fácil mostrar o nosso melhor lado. Mas vamos começar falando das situações de conflitos e incompreensões!

A primeira compreensão que deve ser feita é que nós vivemos em nós mesmos, nós habitamos o nosso corpo, que abriga nossas emoções e nossas mentes. O nosso corpo é a nossa morada mesmo, não tem outra maneira de viver a não ser em si. Esse “eu-corpo” é a sua experiência de vida. Isso deve ser bem claro.

Quando surge um conflito, uma traição, uma mágoa, uma decepção, quando a realidade se apresenta de uma maneira que você não gostaria, não desconte em você, não assuma o peso, a culpa, não se torture. Se a situação já é chata por si mesmo porque você ainda tem que descontar, se vingar em você? Você deve ser seu amigo, acolher aquela confusão e optar pelas visões que vão lhe afastar do sofrimento e não multiplicar ele. Se uma pessoa já te sacaniou, porque você ainda vai se torturar com o comportamento do outro? Porque você vai trazer pra você a dor e ficar sofrendo com ela?

Escolha o seu melhor lado, perdoe, compreenda, se afaste, se aproxime, se liberte! Você que vive no seu corpo, não ninguém mais… Não tome as dores alheias, não sofra pelo sofrimento do outro, ofereça um caminho aberto, sem dor, pacífico.

Nós não temos que ir com a maré, podemos ser diferentes. Oferecer amor ao invés de dor, compreensão em vez de raiva, alegria em vez de sofrimento. Primeiro oferecer para nós, e depois para o outro. O caminho é feito primeiro dentro de você… Se você não se respeitar e sempre dar o melhor de si pra você, direcionar os seus pensamentos pro lado mais luminoso, como você acha que pode ser capaz de ajudar o mundo?

O mundo é composto de pessoas, pessoas que sofrem e pessoas que optaram por escolher o melhor lado delas. Seja uma dessas pessoas que optaram pelo bem.

É muito sutil o que quero comunicar, é um jogo mental de auto-burro-sacrifício, dentro de nós mesmos podemos direcionar se nos torturamos ou nos libertamos, é uma opção que realmente temos.

Com as situações alegres é a mesma coisa, há de se desfrutar sem sair de si, se a situação é mais transcendente e você se funde com o outro, ou com os outros, ou com a música, ou com qualquer situação por mais maravilhosa que seja, ao terminar deve voltar para si, alegrar pelo que viveu e soltar, voltar pro momento presente.

julia

*Julia é instrutora de Yoga e Meditação e está a frente da Lotus Mar.

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