Lendo agora
A magia das cartas

A magia das cartas

Avatar

Por Christiane Afondopulos*

Que falta que as cartas nos fazem… Alguns nunca as receberam e não imaginam a alegria que é!!

Os tempos mudaram e um dos hábitos mais criativos e sinceros deixou de existir, o de escrever uma carta.

Nela colocávamos nosso sentimento de forma totalmente diferente do que hoje se despeja numa mensagem eletrônica.

Ela era verdadeira, prazerosa, feliz. Quase que uma terapia!

À ela acrescentávamos várias outras coisas fantásticas. Adesivos, fotografias, pedaços de fitas, folhas secas e até mesmo um beijo com batom. Era lindo e divertido!!!

E nunca era feita com pressa, sem sentido. Era intensa, com um poema ou uma letra de música ao final ou com flores desenhadas em volta, não poupávamos tempo para enfeitá-la e até um perfume recebia de vez em quando! Algumas eram longas, escritas na frente e verso do papel, que também era escolhido a dedo, cheias de surpresa!!

O texto era escrito com o coração, pois a pessoa que a lesse deveria sentir o amor e o carinho que estavam sendo transmitidos.

Ainda que fosse uma breve notícia, como nos cartões postais, ganhava uma letra diferente e acompanhava uma bela imagem do lugar, sempre uma novidade interessante!

Ao final, era dobrada com cuidado e colocada num envelope antigo, daqueles que você guarda pro resto da vida.

O destinatário, sempre ansioso a recebê-la, a abria com muita alegria, como quem fosse ler a coisa mais especial desse mundo!! E lia!! Porque tudo alí era especial e único, feito exclusivamente para ele, com tanta dedicação e energia!!

E depois podíamos guardá-la numa gaveta ao lado da cama para abrirmos quantas vezes quiséssemos e lembrar das lindas palavras, ler e reler até adormecer com ela em cima do peito.

Alguns ainda possuem uma caixinha com tantas delas guardadas, esses sentimentais que não conseguem se desprender das coisas antigas. E não devem mesmo se livrar delas, pois é um tesouro que merece ser preservado.

Quem nunca experimentou pegar uma delas na mão e sentir essa emoção, deveria tentar pelo menos como uma brincadeira com alguém próximo, já que os dias modernos “aboliram” essa fantasia!!

*Christiane Afondopulos é psicóloga e advogada e adora escrever como um exercício para a alma. No seu blog (Chrizoca) publica seus artigos e também colabora com a página virtual da Obvious.

Vá para cima