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A natureza é o nosso templo

A natureza é o nosso templo

Juliana Marinho Pires

Por Juliana Marinho*

Em Piracanga, eco vila na Bahia, há um laboratório de cosméticos e medicinas que honra o amor incondicional que a natureza nos dá.

O Templo Laboratório, uma casa simples escondida no meio da mata litorânea da comunidade de Piracanga, a oito quilômetros de Itacaré, revela o cuidado e o respeito com o ser humano, sua essência e a interação harmônica com natureza.

É no “jardim encantado” do laboratório que a marca Plante! toma forma, onde sementes são plantadas, regadas e colhidas com todo o amor. Daí, selecionam plantas e flores que servirão de matéria-prima para os extratos como óleos essenciais, óleos e manteigas vegetais.

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Lá são feitos cremes, modelador e loção capilar, água florida (tipo um perfume), desodorante, aromatizante de ambiente, óleo de coco, óleos de massagem e hidratação, xampu, remédio para pulga e piolho. Tem a parte medicinal também, creme pós-picada, loção para dores no corpo e toda a parte de limpeza: sabão de óleo usado para lavar louça, sabão de coco, sabão líquido, sabão em pó e desinfetante. Tudo isso sem a utilização de parabenos (espécie de conservante), conservantes sintéticos, lauril éter, sulfato de sódio e outras substâncias consideradas prejudiciais para a terra e para o corpo.

“A terra fornece tudo, para a gente é a representação do seu amor incondicional, tudo o que precisamos para a nossa cura, para nossa nutrição, para estarmos enraizados no lugar onde estamos”, diz Ludmila Chavantes, uma das três mulheres do laboratório que tem como guardiã Juliana Faber. Cada uma vem de uma formação diferente na área de plantas medicinais, desde a parte do plantio, permacultura, espagíria (aplicação da arte da alquimia na preparação de tinturas vegetais e metálicas), cosmética, até de funções medicinais.

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Ludmila Chavantes, uma das três mulheres alquimistas do Templo.

O Templo também serve como uma espécie de farmácia, onde as pessoas são atendidas com terapeutas que trabalham com acupuntura e florais. “A gente pode conciliar os remédios não biodegradáveis com os produtos que fazemos aqui, respeitamos a saúde das pessoas, porque cada um vai ter uma necessidade de cura diferente. Nós honramos muito isso e celebramos essa diversidade”, diz Ludmila, mas a maioria das pessoas que moram em Piracanga acabam optando pelo natural, porque vêem que funciona. Segundo ela, como a alimentação na eco vila é muito básica, os cremes fazem efeito mais rápido porque o organismo está puro.

A menina dos olhos do momento no Templo é o creme hidratante Sagrada, feito para ativar a energia do feminino, a base de óleo de semente de uva, manteiga de cacau, cera de abelha, óleo de mamona, trigo e os óleos essenciais que são de cedro, rosas e jasmim. Os elementos são escolhidos considerando tanto a vibração energética quanto sua função medicinal. As embalagens, quase todas de vidro, podem ser reaproveitadas e a água que usam para os processos é tratada por microorganismos e plantas e os restos de ervas voltam para a terra para fertilizar o solo.

Em seus aproximados cinco anos de existência, a marca Plante! já evoluiu muito, tanto em aperfeiçoamento técnico quanto na disseminação dos seus produtos.

Agora vendem pela internet e quem tiver interesse pode representar a Plante! em sua cidade. Para entrar em contato com elas, basta acessar a página no facebook: https://www.facebook.com/Plante – abundância de amor na terra.

Juliana Marinho Pires

Meu nome é Juliana Marinho Pires. Sou jornalista e publicitária formada pela UnB, já morei na Alemanha, Espanha e Chile estudando e trabalhando. Por aqui já fui, entre outras coisas, diretora e produtora de documentários, professora universitária, assessora de comunicação, tradutora e até atriz. Viajante e curiosa compulsiva, me empreendi recentemente em um período sabático pela Ásia e África. Ao voltar, mergulhei de cabeça no universo da espiritualidade e atualmente também sou leitora de aura, pratico tantra yoga e bioenergética, além de experimentar nos campos do xamanismo, do sagrado feminino e visitar comunidades de diferentes grupos e filosofias de vida.
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