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Julgar para quê?

Julgar para quê?

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Por Daniela Vianello*

julgamento

Por que será que julgamos tanto os outros ou as situações? Por que será que queremos imediatamente rotular, fechar uma opinião sobre as pessoas ou fatos que acontecem à nossa volta? Será por medo? Insegurança?

Ao julgarmos (definirmos ou rotularmos) as pessoas ou situações, nos sentimos seguros e, então, temos como decidir se nos aproximamos ou afastamos: “agora, sim, estou pisando em solo conhecido e posso decidir se quero, ou não, me envolver.” O conhecido nos passa segurança, alívio.

Quando o resultado do julgamento nos agrada, ótimo: abrimos a guarda e vamos em frente. Do contrário, normalmente tiramos o time de campo e, além disso, passamos nossas impressões para frente, como uma forma de espalhar nossa conclusão e manter nossa sensação de segurança por mais tempo e em um raio maior de alcance.

Acontece que, muitas vezes, julgamos de forma rasa (baseados nas nossas crenças), precocemente e sem dados suficientes. Acabamos sendo injustos com a pessoa/fato e com nós mesmos. Perdemos oportunidades valiosas de conviver com pessoas fascinantes – ou de viver experiências enriquecedoras – por um pré-conceito que formamos.

Assim, o julgar poderia ser uma atitude reavaliada e, o aceitar, uma atitude mais praticada. Mesmo quando a pessoa/fato não está de acordo com nossas expectativas ou padrões, ela traz o diferente, o novo, outras perspectivas e pontos de vista. Isso é vida!

Deixo uma frase interessante de Gustave Le Bom, psicólogo social, sociólogo e físico amador francês: “São as palavras e as fórmulas, mais do que a razão, que criam a maioria de nossos julgamentos.” E completo com uma frase da missionária amorosa, Madre Teresa de Calcutá: “Quem julga não tem tempo para amar.”

Que possamos julgar menos e amar mais!

Daniela Vianello
*
Daniela é buscadora. Coach de Saúde Integrativa pela IIN/NY, pratica Yoga, estudou Metafísica e Física Quântica, Alimentação Consciente, Mandalas, Leitura de Cartas e é Reikiana. Adora escrever e explorar o universo do comportamento humano. Contato: [email protected]

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