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Falando de amor verdadeiro: o encontro entre dois errados

Falando de amor verdadeiro: o encontro entre dois errados

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Por Gabi Picciotto*

Um dos assuntos que em 2014 as pessoas mais me procuraram para abordar em programas de coaching, foi o tema de relacionamentos e para quem sabe ajudar os que estão penando nisso, resolvi me abrir e contar do meu.

Afinal, a vida real nem sempre é que nem a que idealizávamos, mas quem disse que a nossa felicidade está no que acreditávamos ser o ideal?

Costumo me apresentar como uma apaixonada por pessoas e idealista e, não por acaso, na minha vida amorosa isso não foi diferente, idealizei e muito o homem dos meus sonhos.

Engraçado que sempre gostei de ser meio esquisita e brincava que não queria um príncipe encantado, mas algo mais para um homem das cavernas, sherek, nômade. Alguém que fosse tão lunático quanto eu, que falasse a língua das estrelas, que achasse legal passar horas discutindo o sexo dos anjos, que fosse mais para artista, mas também responsável, que quisesse viver para fazer a diferença no mundo, mas que incluísse no pacote casar e ter filhos! Rsrs…

E em busca desse tal homem idealizado eu tive vários amores. Alguns bem próximos à figura idealizada, outros nem tanto.. de ator a banqueiro, ex monge budista a corredor de F1….. idades diversas, nacionalidades diversas, amores de verão, amores platônicos.. de uma semana, outros de idas e vindas que duraram quase dez anos…

Cada amor, um aprendizado… sempre fui muito intensa! Muitos sorrisos, mas também muitas lágrimas, muitas juras, assim como muita decepção… foram muitos encontros, mas todos sempre acabavam em desencontros!

Pera ai! Se alguns deles eram bem próximos ao tal homem que eu idealizava, por que raios não tinham dado certo?

Pelo simples fato, que nem sempre o melhor pra gente é o que achávamos que era! Que muitas vezes, só descobrimos se aquilo de fato nos serve, quando experimentamos!

Isso é para tudo na vida, seja o homem dos nossos sonhos como o nosso trabalho dos sonhos!

Eu descobri, que no amor, o que eu precisava não era o que eu julgava ser o certo, mas o que no início eu imaginava ser o “errado”! E foi ai que eu desisti de ficar “procurando o cara certo” e me abri.

E de repente, “a tal pessoa errada” apareceu na minha vida! Bem diferente daquilo que eu idealizava!

Em uma manhã qualquer de junho, eu me deparei com um lindo par de olhos azuis que não tinha nadinha de Shrek, estava mais para um Pequeno Príncipe! Rs

shrek

Sabe aquela coisa meio Eduardo e Mônica? É… foi isso! Nós gostamos um do outro, sem saber direito por que. Na nossa primeira conversa nos estranhamos, e MUITO!

Eu com a cabeça no céu, ele com os pés na terra. Eu falando de astros, aventuras, sonhos e futuro. Ele de números, família, tradição e momento presente. Eu de samba, ele de música eletrônica. Eu vegetariana, ele apaixonado por tripas! Ele português, eu brasileira. Ele morando no Rio, eu em São Paulo. Ele me achou uma louca e eu achei ele um chato…

Mas quem disse que o amor é racional? Uma semana depois já nos falávamos 24 horas por dia por mensagem, ele embarcou na minha loucura e me convenceu a visitá-lo. Nosso primeiro encontro proposital, foi assim, no aeroporto, aceitei o convite, fui para o Rio… meses depois me mudei de cidade!

Nem tudo foram rosas, aprender a lidar com as nossas diferenças não foi nada fácil. Logo que cheguei para morar no Rio, terminamos e chegamos a ficar quatro meses separados.

Mas não adianta, esse era um real encontro de pessoas “erradas”… voltamos e resolvemos morar juntos. E como era de se esperar, mais diferenças vieram à tona. Eu a bagunceira, ele o perfeito dono de casa! Eu com meu humor oscilante, que vive a vida com muito choro e muita risada, ele com o controle emocional extremo, daqueles que nunca derrama uma lágrima!

É, foi assim que eu descobri o que era amar. Que eu aprendi a abrir mão de coisas minhas pelo outro, que eu percebi que a vida não tinha a mesma cor quando vivida de forma solitária! Que eu até aceitei embarcar para Angola para acompanhá-lo (ele acabou desistindo)!

Dia desses, ele me pediu em casamento… Assim como eu aprendi a respeitar os gostos dele, ele aprendeu a respeitar os meus e conseguiu fazer o pedido mais lindo que eu podia receber!

Hoje sou imensamente grata por não ter encontrado o homem dos meus antigos sonhos! A vida me trouxe algo que eu nem imaginava pedir a Deus! Ele é um verdadeiro Príncipe e eu, sem dúvida, a Fera!

E tudo isso só foi possível, pois eu me permiti e me abri para o inesperado! Enquanto eu teimava em achar o “cara certo”, eu continuava a viver um amor de ilusão!

E você, também acha que o amor pode estar no encontro de “errados”? 

Gabi Picciotto (2)

Apaixonada por pessoas, eclética e idealista por natureza,  Gabi sempre acreditou que qualquer um podia tirar seus sonhos do escuro, bastava que escolhesse esse caminho. Resolveu tornar seu sonho uma realidade e fundou o The Sun Jar (www.thesunjar.com), um movimento focado em motivar e inspirar pessoas a tirarem seus sonhos do escuro. Atua como coach integral, escritora, palestrante e consultora.

contato: [email protected]

Obrigada!

Beijinhos

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Veja comentários (4)
  • Parabéns pelo texto, Gabi! É muito gostoso conhecer histórias lindas e apaixonantes assim. Me dá a certeza de que no meio dessa bagunça da vida, ainda existem pessoas que estão dispostas a viajar em direção aos valores mais simples, indo na contramão do que é “normal”, hoje em dia. O mundo anda meio invertido nas questões de amor, carinho, amizade, valorização do outro e etc. E a sua fala sobre se abrir para a vida, respeitar as diferenças e abandonar os apegos (que na verdade são barreiras), em prol de viver uma experiência feliz conjunta, só mostra que esse, realmente, é o caminho. Desejo muita felicidade, pra vocês!

    • Bia! Só li hoje o seu comentário!
      Que lindo! Muito obrigada mesmo pelas palavras! Fico super feliz que tenha gostado! É exatamente sobre se abrir, vc disse muito! E se abrir não só nos relacionamentos mas para o que a vida nos apresenta tb… Mesmo pros momentos dificeis!
      Beijo grande

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