EU MAIOR – Um dos diretores, Fernando Schultz, conta mais sobre o documentário

Estamos em tempos desafiadores. As pessoas entendem que precisamos aceitar a insustentabilidade dos modelos estabelecidos e vislumbrar novas chaves para viver e conviver. O documentário Eu Maior aborda essa temática de forma literalmente questionadora. As perguntas feitas a diversas personalidades que acreditam no poder da consciência individual e coletiva buscam gerar reflexões e não chegar a respostas prontas. As entrevistas com expoentes de diferentes áreas, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas abordam questões essenciais e universais que afirmam a consciência e o discernimento como caminhos possíveis.

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Página inicial do site do documentário Eu Maior.

Produzido por André Melman e os irmãos FernandoPaulo e Marco Schultz, o ineditismo do filme também está na sua forma de viabilização: utilizando o crowdfunding, sistema de financiamento comunitário. Foram mais de 200 mil reais captados por pessoas que acreditaram no projeto e, espontaneamente, fizeram investimentos a partir de 100 reais. Em tempos de ideias colaborativas, esse mecenato compartilhado alinha-se com a própria essência do documentário. O lançamento está previsto para até o final de 2013 e promete uma distribuição inovadora. Claro. Ninguém esperava nada diferente!

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Campanha de crowdfunding feita pelo site Eu Maior que angariou mais de 200 mil reais.

O Nowmastê conversou com Fernando Schultz, um dos idealizadores e co-diretor do Eu Maior. Vale a pena ver a sua visão sobre esse belo projeto:

NOWMASTÊ –  As pessoas estão abertas a temas voltados ao auto-conhecimento e à consciência coletiva? Ou ainda há muito trabalho a ser feito nesse sentido? Como o Eu Maior ajuda nesse  processo?

FERNANDO SCHULTZ – Do ponto de vista individual, penso que os temas existenciais de hoje são basicamente os mesmos do passado: “quem sou eu?”, “O que eu estou fazendo aqui?”,  “Por que as respostas que eu tinha ontem não servem mais hoje?”. Talvez a correria da vida moderna tenha dado um senso de urgência maior às respostas, mas as perguntas são as mesmas.

Em termos coletivos, penso que o nível de consciência da humanidade terá que evoluir bastante – e rápido – para superarmos a crise de insustentabilidade do mundo atual. A situação é grave, mas não tenho dúvidas de que evoluiremos com ela. Na dificuldade, encontraremos a oportunidade de nos transcender, sem esquecer de como chegamos até aqui.

Quanto ao Eu Maior, considerando-se a profundidade dos temas (como o autoconhecimento), o filme não poderia deixar de ser um trabalho mais sobre perguntas do que respostas. O filme começa com uma pergunta: “Por que existe alguma coisa, e não nada?”, colocada pelo filósofo Mario Sergio Cortella, e termina com uma pergunta: “Quem sou eu?”, colocada pelo professor Hermógenes.

Nosso objetivo não foi apenas buscar boas respostas, mas fazer boas perguntas, de modo que Eu Maior pudesse inspirar as pessoas a refletir sobre o tema do autoconhecimento, sabendo que não estão sozinhas nessa reflexão. Outra ideia central do filme, trazida por vários entrevistados, é a de que essa “viagem” de conhecimento é tão ou mais importante do que o destino final – se é que ele existe.

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Fernando Schultz, um dos idealizadores do documentário, falou ao Nowmastê.

NOWMASTÊ – Há ainda as questões econômicas, políticas e midiáticas que, muitas vezes, reafirmam modelos antigos, cristalizados, e fazem com que a busca
da consciência seja uma conquista gradual. O que vocês acham disso?

FERNANDO – Acredito que esses “modelos antigos” e padrões de comportamento são uma expressão do nível de consciência da humanidade atual. À medida que o nível de consciência aumentar – e a crise da insustentabilidade deve catalisar esse processo – as percepções de cada um a respeito de si mesmo, e do mundo, evoluirão de acordo. E os comportamentos também, naturalmente.

NOWMASTÊ – O que exatamente inspirou vocês para fazer esse trabalho? Houve experiências individuais?

FERNANDO – Os quatro realizadores já tinham um interesse pelo tema do autoconhecimento como caminho para a felicidade. O documentário nos deu a oportunidade de unir o útil, ou seja fazer um filme, que para dois de nós (Fernando e Paulo) é uma questão profissional, ao agradável: aprender mais sobre o tema, conhecer pessoas interessantes, compartilhar conhecimentos.

NOWMASTÊ – E sobre o crowdfunding? O que mais salta aos olhos de vocês nesse caminho inovador de financiamento?

FERNANDO – Eu, pessoalmente, já vi o filme várias vezes, mas continuo me emocionando quando vejo os créditos finais e aparece aquela longa lista de nomes de apoiadores e patrocinadroes. Foram mais de 600. A maiorei deles eu não conheço, e talvez nunca venha a conhecer. Mas de certa forma, o filme, e o tema, nos uniu. E mantém unidos.

Acesse o aqui e conheça melhor o seu EU MAIOR!

E aqui você vê a íntegra do filme!

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