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Eu e o Método Romanowski

Eu e o Método Romanowski

Nowmastê

Por Paula Gama*

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Minha experiência com o Método Romanowski começou em 1996 quando fiz minha primeira sessão.

Estava quase me formando Psicóloga e sempre gostei de terapias corporais. Fui paciente e estudante de terapia reichiana por alguns anos, mas eu buscava uma técnica que fosse mais enfática na liberação dos famosos traumas e neuroses. Quando me levantei da maca após minha primeira sessão de Método Romanowski só tinha uma certeza: havia encontrado o método de terapia corporal que eu tanto sonhara.

A assistente do Jeff na ocasião me ajudou a sentar após a sessão e eu não tinha ideia do que tinha acontecido comigo. Mal conseguia assinar o cheque, minhas mãos estavam trêmulas. Tudo respirava ao meu entorno, até o portão de ferro que limitava o ambiente onde estava sentada. Meu corpo era pura sensação, minha mente jazia absolutamente silenciosa, os únicos pensamentos que ali persistiam eram os que investigavam o que estava acontecendo.

Só sentia êxtase, um prazer profundo misturado com alívio e uma curiosidade bem calma de saber que tipo de veículo havia me atropelado. Sim, pois a sensação era de que algo alheio ao meu controle havia chacoalhado todas as células do meu corpo e que essas células haviam se reunido em uma nova formação. Meu eu, ou minha autopercepcão, que me era tão familiar até um hora atrás, havia sido substituído por um estranhamento completo, me perguntava que tipo de pensamento eu estivera cultivando pois as referências das minhas decisões estavam suspensas naquele momento. Eu me sentia absurdamente livre, sem sombra de um super ego que conduzisse minha ação.

Tinha um evento social pós “massagem” mas o único rumo que minha alma e meu corpo puderam tomar naquela ocasião foram minha cama. Não por sono nem por exaustão, mas por uma necessidade profunda, absurda e improrrogável de estar comigo mesma, sozinha. Eu era a única companhia que me interessava naquele momento.

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Minha vida estava extremamente caótica quando conheci Jeff e o Método. Extremamente. Talvez por isso, pude comprovar ou sentir tão profunda e claramente os efeitos terapêuticos desse tratamento. Fiz três sessões na época e delas me restou uma transformação tão profunda que nunca mais me perdi de mim mesma como estive perdida nesses tempos. O encontro com meu eu mais real nunca mais foi tão desfeito. O Método Romanowski me deu um presente mais do que precioso: eu mesma. Autoestima, poder pessoal, centramento, foco, autopreservação são palavras que eu usaria pra tentar nomear o que ficou dessas sessões.

Me tornei terapeuta do método, poderia até dizer devota pra quem souber me ouvir sem demonizar o termo. Promovo pequenas ou grandes transformações através dele. Minhas células na ocasião chacoalhadas cantam em uníssono quando estou atendendo no consultório, não existe nenhuma parte de mim que não se entregue completamente ao fluxo que é criado num atendimento. Vivencio pequenos milagres cheios de prazer em comprovar pelos depoimentos das pessoas que vem se arriscar a deitar na maca, que elas podem se identificar quando ouvem minha experiência pessoal com essa terapia. Elas sabem do que estou falando.

Ainda agradeço, dezessete anos depois, ao criador do Método, Jeff Romanowski, por ter criado um mecanismo que me permitiu e permite me recriar, me tornando cada vez mais ousada em ser eu mesma. Experimentar novas visões, concepções mentais e sensoriais da realidade, livre do medo de estar viva.

Para o site oficial de Jeff  Romanowski, clique aqui.

Paula Gama
* Paula Gama estudou meditação, xamanismo e budismo na na instituição de ensino Naropa University

 E-mail: [email protected]

 

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