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Espiritualidade na prática: aprendendo moralidade – parte II

Espiritualidade na prática: aprendendo moralidade – parte II

Nowmastê

Por Luck*

Espiritualidade é um tema cada vez mais discutido no mundo atual. Independente de religião, pessoas buscam uma conexão maior energética, seja com a Natureza, com o cosmos, com seu Eu interior ou com Deus. Mas afinal, o que é espiritualidade na prática?

Este é o segundo texto de uma sequência de artigos. Caso queira ver o primeiro texto com o primeiro preceito da moralidade budista, clique aqui.

A moralidade, ou o caminho moral, vem para nos ensinar a praticar a espiritualidade em nossa vida cotidiana. Afinal, se somos seres espirituais em uma experiência carnal, como vimos no texto anterior, a espiritualidade está presente aqui e agora. Não seremos “mais espiritualizados” apenas por nossas orações, canções, meditações ou idas a templos. Mas também por aquilo que realmente somos. Por nossa entrega ao bem maior em todos os momentos. Por nossa visão e nossas vontades estarem realmente alinhadas com a vontade do todo.

Portanto, veremos no texto de hoje o segundo preceito da moralidade budista. Lembrando que escolhemos essa forma apenas por facilitar a explicação, mas sempre relacionaremos o caminho budista com o cristão, iogue, hindu, etc.

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A segunda Moralidade: Não roubar.

Geralmente, interpretamos conselhos, preceitos ou caminhos de forma literal. Quando nos deparamos com um preceito de “não roubar”, entendemos ele apenas como o roubo que conhecemos, que nossos olhos veem. Aquele velho roubo de tomar posse de um objeto, ou de dinheiro. Entretanto, o preceito de “não roubar” foi diminuído do que realmente ele significa e o que foi falado por Buda: abster-se de tomar aquilo que não foi dado.

Aprofundando nesse conceito, entendemos que tudo o que temos em nossas vidas é apenas aquilo que merecemos “ganhar” ou “receber”. Sejam coisas boas ou ruins. E isso também não nos dá o direito de “roubar” de alguém que tenha aquilo que não ganhamos ou recebemos. E fazemos isso várias vezes ao longo de nossos dias: roubamos uma ideia; roubamos a felicidade de alguém falando ou fazendo algo negativo; roubamos o direito de alguém ser livre e fazer o que quiser, por acharmos que a pessoa “deve agir do jeito que achamos que ela deva agir”.

A prática do roubo, seja ele qual for, é uma necessidade do Ser Humano de preencher algum vazio interno com algo externo. Estamos desequilibrados internamente, seja com raiva, tristeza ou apatia, e queremos descontar isso fora, tomando externamente algo de alguém, para tentar preencher esse vazio. Mas ele nunca se preencherá desta forma… Talvez só aumentará ainda mais, pois uma ação vinda do vazio só pode gerar mais vazio. E assim dizia Jesus Cristo: “De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se perde a alma?”

O foco do aprendizado desta moralidade é então buscarmos nosso equilíbrio interno. Enxergar mais em nossas vidas a beleza nos detalhes, que fazem-nos viver de forma tão pura: respirar um ar propício para a vida; ter uma terra que fornece alimentos; ter um sol e uma natureza que equilibram o clima para sobrevivermos; ter um corpo saudável e que trabalha em perfeição para vivermos bem. Isso nos traz uma gratidão inata. Uma forma de expressar fora essa simples gratidão da vida ser perfeita em sua essência, e trabalhar para mudar aquilo que nos incomoda hoje externamente e nos faz roubar de nós mesmos tantos momentos nossos de felicidade.

Experimente traçar para você, no período de uma semana, um autodesafio para a prática de “não roubar”. Os autodesafios são simples quebras de padrões negativos, para que nossa vida tenha mudanças suaves e evolutivas para sermos cada vez mais positivos. Abaixo uma lista de sugestões, com alguns autodesafios, para você começar essa prática agora, se quiser:

– Agradecer continuamente e mentalmente pequenas coisas que acontecem em seu dia (por 7 dias)
– Responder negatividade de outras pessoas com positividade (por 7 dias)
– Cortar pequenas corrupções: furar fila; ou usar documento falso; ou fazer download ilegal; etc. (por 7 dias)
– Realizar uma atividade que outra pessoa gosta, junto com ela, apenas porque ela gosta (por 7 dias)
– Fazer uma lista do que que gosta hoje em sua vida e agradecer por cada uma delas (por 7 dias)

Se você quer ver uma lista mais detalhada e com mais exemplos de autodesafios, acesse: http://www.pandoragsa.com.br/autodesafios/

Espero que faça sentido essa prática para sua vida e, assim como o próprio Buda dizia, não acredite 100% no que eu digo: teste e experimente em sua vida o que faz sentido desses ensinamentos.

Gratidão, boas práticas e até o próximo ensinamento.

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*Luck é Master Coach e Trainer de Alta Performance da Pandora – Evolução Consciente. Empresário desde os 16 anos e estudioso dos caminhos espirituais, é bacharelado em Design Digital pela Universidade Anhanguera e pós-graduado em Psicologia Positiva e Coaching pela Universidade Monteiro Lobato em parceria com o Instituto Brasileiro de Coaching.

Site Pandora: http://www.pandoragsa.com.br

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