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Entendendo o sucesso e a satisfação pessoal pela ótica integral

Entendendo o sucesso e a satisfação pessoal pela ótica integral

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Por Gabi Picciotto*

Falar sobre sucesso é algo muito presente, muitos de nós nos questionamos o que seria sucesso…

Seria o conceito de sucesso algo pessoal? Seria um valor social (ou seja, cujo significado fosse de acordo com o que se valoriza o grupo ao qual pertencemos)? Ou seria um conceito universal, todos partilhando do mesmo conceito de sucesso? E seria essa noção de sucesso mutável ao longo de nossas vidas?

Segundo a Abordagem Integral, a resposta é sim para as 4 perguntas!

De acordo com essa abordagem, nós todos evoluímos conforme um espectro de níveis de consciência.

Para te passar esse conceito de forma bem simplificada, vou te fazer duas perguntas:

Como você era há 20 anos atrás?

Você tem uma sensação que a partir de suas vivências e experiências você aprendeu e evolui de lá pra cá?

Você, eu e qualquer outra pessoa tem uma sensação de que éramos diferentes há 20 anos e que estamos mais desenvolvidos do que antes.  Essa sensação de que estamos nos modificando a cada momento é o que abordam os níveis, nós estamos evoluindo nesses níveis.

Esses níveis vão do mais egóico ao universal. Todo mundo nasce no primeiro nível e vai evoluindo ao longo da vida. Como o local em que a gente habita também tem um nível de consciência, ele ajuda a puxar a gente para aquele nível.

Afinal, todo mundo ao nosso redor, pensa daquela forma, vive daquele jeito…. O que faz a gente incorporar também tudo isso. Mas a gente pode tanto não chegar ao nível do local onde a gente vive, como pode por circunstâncias próprias da nossa vida, seguir evoluindo…

Cada um desses níveis tem uma visão de mundo distinta, assim como crenças, linguagem e jeito de ser. Ou seja, segundo esta abordagem, nós evoluímos ao longo da vida e nossas crenças também, assim como a nossa noção de sucesso.

E mais, essa noção de sucesso parte de uma noção baseada exclusivamente no que “eu” acho e move-se a uma noção baseada no “todos”, visão Kosmocentrica.

Farei um breve resumo de cada um desses níveis e no que estaria pautada sua respectiva visão de sucesso.

Nível Magenta Visão de Mundo Mágica: um mundo mais tribal em que os sinais místicos e os desejos dos poderosos seres espirituais devem ser atendidos para a segurança e o bem estar da tribo. Os rituais e oferendas para esses deuses são muito presentes, é valorizada a maneira de ser dos ancestrais. O sucesso aqui provavelmente estaria muito pautado em garantir a segurança básica para a tribo e em não deixar os “deuses” furiosos.

Nível  Vermelho – Visão de Mundo de Poder: é marcada pela emergência de um senso de Eu distinto da tribo. Vendo-se como o centro do mundo, o eu individualizado vermelho procura satisfazer imediatamente suas vontades e desejos seguindo o lema: “Eu quero, eu posso, eu tenho”.  Existe certa agressividade, um querer a qualquer custo. O sucesso está ligado a conseguir impor a minha maneira, fazer do meu jeito, ter poder.

Nível Âmbar –  Visão de Mundo Conformista: um mundo do certo e do errado, em que se preza pelo bem do próprio grupo e respeita-se as regras, normas e crenças nele consolidadas. Algo mais feudal em que existe lealdade e proteção das crenças e costumes do grupo ao qual eu pertenço. Um mundo muito pautado no “nós” e no “eles” como os que não fazem parte do nosso grupo. Os extremismos religiosos costumam estar nesse nível. A visão de sucesso aqui estaria muito ligada o tipo de regras e crenças defendidas no grupo que a pessoa faz parte. Por exemplo, se ela nasce num país árabe em que valoriza-se ter várias mulheres, ela se sentirá bem sucedida se conseguir isso. Se ela faz parte de um grupo que preza pela castidade, esse será seu foco e assim por diante.

Nível Laranja – Visão de Mundo Racional: uma visão muito focada no individual, na independência, as questões de ciência, pragmatismo e objetividade são muito fortes. É onde surge o capitalismo e temos a primeira visão de mundo realmente mundiocêntrica que transcende a questão do grupo para serem aplicados princípios universais. O futuro depende do esforço e trabalho individual, deixando de ser predeterminado ou fixado pelas tradições. A visão de sucesso tende a ser mais materialista, focada em ser o melhor, em conquistar mais coisas.

Nível Verde – Visão de Mundo Pluralista: é uma visão cujo o lema é “paz e amor”, mais relativa no sentido que acredita que todos somos seres distintos e que o certo e errado são aspectos relativos. Tende, assim, não ver as coisas como piores ou melhores, mas diferentes. Acredita que os excluídos e marginalizados da sociedade devem ser tratados como iguais. O movimento hippie ilustra bem essa visão. O sucesso aqui é mais pautado no bem estar comum, no ser feliz em colaboração, na paz e no amor.

Nível Verde Azulado ou Teal – Visão de Mundo dos Sistemas Integrais: é uma visão que percebe que cada perspectiva captura alguns aspectos da realidade, mas que todas são parciais e acabam desenfastiando outros. Mas percebe que algumas perspectivas são menos parciais ou mais verdadeiras que outras, acreditando que as visões não são todas iguais, mas que existe profundidade. Existe um foco grande na funcionalidade, competência, flexibilidade e espontaneidade. Procura-se aceitar o flow das coisas, tendo um respeito e entendimento de todos os outros níveis e sabendo que cada um deles tem um papel. O sucesso aqui está muito ligado a saber viver o momento presente, na plenitude integral, na profundidade, funcionalidade e em expressar a própria vulnerabilidade.

Existem outros níveis, mas mais que 99% da população mundial está nos que descrevi.

Embora mudemos nossa visão de sucesso ao longo da vida, nós não deixamos necessariamente nossas paixões e talentos de lado. O que muda é a forma de ser bem sucedido nessa paixão.

Para deixar mais claro, vou compartilhar o meu exemplo.

Ajudar pessoas sempre foi algo que me trouxe satisfação e para mim ser bem sucedida esteve sempre ligado a realizar isso. Mas ao longo da minha vida, o que significava ser bem sucedida em ajudar, mudou.

Quando era menor e sonhava em ser bruxinha, o sucesso em ajudar para mim era fazer mágica que resolvesse instantaneamente os problemas de todas as pessoas.

Depois virou uma ajuda a “minha maneira”, basicamente eu sabia o que eu gostava e ter sucesso em ajudar era conseguir mostrar para todo mundo que eles deveriam achar o mesmo, ou seja, eu impunha a minha forma e me sentia fracassada quando alguém não queria ela.

Ai comecei a ter uma noção de certo e errado do que era ajudar e ser bem sucedida em ajudar virou só gerar sentimentos positivos nas pessoas, nunca podia decepcionar ninguém.

Então virei mais racional e mais “gananciosa”, queria ficar melhor e melhor e ter sucesso em ajudar era conseguir atingir uma quantidade maior de pessoas.

A quantidade foi perdendo o sentido e os termos “fazer sentido” e “ter propósito” entraram em ação. Ser bem sucedida virou ajudar as pessoas a verem sentido na vida e se aceitarem em sua individualidade, na minha visão do momento, tudo e todos tinham igual valor e não existia um melhor ou pior, apenas diferentes.

E, então, cheguei onde estou hoje,  comecei a questionar essa necessidade de quantidade e também percebi que tinham pessoas que eu gostava mais de atender do que outras. Tinham sim “melhores clientes para mim”, assim como eu poderia ser a melhor coach para algumas pessoas e outras não. Ser bem sucedida em ajudar virou conseguir fazer mudanças profundas nas pessoas que realmente estão abertas e escolhem mudar.

Minha sugestão é que você procure refletis sobre a sua jornada e sobre o conceito de noção de sucesso pra você e como ele mudou ao longo do tempo!

E caso você tenha gostado do assunto dos níveis de consciência e queira saber mais, deixo um convite! Eu e minha parceira Mari Mel Ostermann, disponibilizaremos 4 vídeo aulas online e gratuitas sobre abordagem integral. Para se inscrever e receber os vídeos em seu e-mail, basta acessar o link: www.cursointegralway.com O primeiro vídeo será liberado dia 6 de abril.

*Gabi é Co-criadora do Curso Integral Way, Master Coach Integral, especialista em propósito de vida e na utilização da abordagem integral como alavanca de mudanças sustentáveis em pessoas e organizações. Fundadora do The Sun Jar, atua como coach, palestrante e consultora integral apoiando pessoas e organizações no alcance de uma vida mais plena e com sentido. Gabi também é colaboradora do Nowmastê. Para mais informações acesse: www.thesunjar.com

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