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Ensaio poético sobre radiestesia genética

Ensaio poético sobre radiestesia genética

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A energia que te atravessa

por Nirvana Marinho*

Esta oportunidade é ímpar de escrever em uma revista tão simpática, porque nos motiva a perceber que estar presentes, conosco mesmos é o maior presente de estarmos vivos. Admitir tal beleza da vida normalmente acontece quando somos chamados à gratidão; no momento em que nos sentimos vulneráveis a crises e transformações, que nos bate à porta a todo e qualquer tempo, e depende de quanto prontos e/ou disponíveis estamos, e, sobretudo, de quanto atentos nos dispomos a estar frente as surpresas.Dito de outro modo, a beleza da presença nos diz como somos capazes de observar que as energias nos atravessam, falam e nos informam sobre nós mesmos, de vários modos. Assim é um jeito de viver, uma possibilidade de existir: presentes, portanto, atentos.

Minha jornada parte de uma experiência com a dança, cênica e profissional a que chamamos de dança contemporânea, com a qual me formei como pessoa, alma e tenho empregado minha energia nos últimos 20 anos. Como artista da dança, aprendi a respirar, meditar, refletir, pesquisar, teorizar, fluir, me divertir, conhecer pessoas, conhecer músculo, osso e as estórias que estão no corpo (meu e do outro); aprendi a apreciar, criticar, ensinar e aprender o movimento e o sentido que ele sugere; aprendi a gostar de gente, de corpo de todo jeito, daquilo que não podemos traduzir em palavras. Aprendi, sobretudo, a me acostumar que o fluxo de energia que nosso corpo dispõe para viver, criar sentido e significar o mundo. A dança é coisa séria para mim mas também sempre foi lúdica, sempre foi um vinho.

Nessa jornada, a formação estruturada (passei por uma graduação em dança, por vários cursos com mestres importantes e por uma extensa pós graduação) me possibilitou aprender muito sobre o corpo, desde sua anatomia física e emocional, até as técnicas de toque, massagem, ásanas de yoga, técnicas somáticas como Alexander, assim como terapias corporais como Rolfing e, evidentemente, tudo que energeticamente simboliza o corpo. O treinamento e prática artística de um dançarino passa por isso, também. Ensinou-me também a lidar com a intimidade, os limites físicos e psiquícos que o corpo abriga, e me obrigou a entender que somos naturalmente seres psicossomáticos, porque, como artistas, nem sempre temos o corpo saudável que queremos, mas o que temos é aquilo que usamos para criar, no meu caso, escrever, inventar, ensinar, dialogar com artistas da dança.

Dessas experiências, além de gratidão à sabedoria imensa que o corpo é, meu aprendizado tem sido um fundamento para, uma vez conhecendo isso, ser capaz de abrir portas para, por um lado, nunca deixar de se conectar a essa sabedoria e, por outro lado, muitas novas portas se mostram.

Em meio a novas necessidades, à maturidade que sobe pelo calcanhar em meio a tempestade e também em meio a uma São Paulo cheio de novas tribos reinventando as terapias energéticas, conheci muitas nos últimos anos que vem curando minha alma, meu afeto, meu coração e me trazendo novos amigos. A gratidão só vem se multiplicando e este ensaio aqui finalmente chega a sua finalidade: contar como conheci a Radiestesia Genética, sistema terapêutico de tratamento que visa o equilíbrio energético, com o qual venho trabalhando há poucos meses mas vem me re-ensinando muito sobre meu corpo e sobre o corpo do outro, ou se preferir, sobre minha dança e a dança possível no outro.

A Radiestesia é técnica milenar, datada ainda dos tempos do Egito de 2000 anos antes da nossa era, quando o pêndulo era usado para encontrar fontes de água, no maior exemplo que conhecemos da radiestesia. Estudos dizem que em 1780, os médicos Dr. Thouvenel e Dr. Bleton escrevem o livro “Memória física e medicinal”, demonstrando relações entre o que é captado pela forquilha (aquele instrumento triangular que capta água submersa). O magnetismo e a eletricidade, depois do que conhecemos como energia, foi ganhando forma e definição. Em 1890, os abades Mermet e Bouly inventam o termo radiestesia. Em 1929 é criada a Associação Francesa dos Amigos da Radioestesia, quando a ciência começou a se ocupar de provar a eficiência dos estudos e medições da radiestesia. No Brasil, a prática de atendimento da radiestesia no Brasil tem na figura de Juan Ribaut um expoente que há mais de 35 anos trabalha com a Radiestesia e a Radiônica. E nos últimos anos, Patrícia Bortone criou uma das técnicas remanescentes da radiestesia chamada Radiestesia Genética (radiestesiagenetica.com.br). A despeito de muitas técnicas já formuladas, esta tem um diferencial no seu nome pois admite que renergizar, equilibrar as energias de um corpo e seu entorno e tratar uma pessoa pela radiestesia pode sim ler as influências, alterações e histórias mais antigas, genéticas, guardadas no corpo e propor novas formas de organização e cura a partir de gráficos de perfeita ordem e outros procedimentos.

A Radiestesia Genética tem uma padrão de leitura a partir do pêndulo que quais energias, fontes e caracteristícias energéticas vem prejudicando um corpo, entendendo corpo aqui no mais amplo espectro – físico, emocional, espiritural, ou seja, desde de uma dor até sua postura diante da vida. Ainda tão jovem na técnica, a percebo como uma oportunidade de reenergização, partindo do terapeuta cujo estado de presença e disponibilidade é de estar e curar com o outro. A sintonia fina entre terapeuta e corpo a ser tratado (a que chamamos de paciente por falta de outro nome pois ele não espera nada, também entende e atua em seu tratamento) é de constante compreensão, abertura, olhar para aquilo que impede que a energia flua. Estórias, pessoas, acontecimentos são energias que podem promover ou atrapalhar o caminho. Ao compreendê-las, flui-las, a radiestesia com seus procedimentos de energização – que podem ser gráficos, pedras, pirâmides, cores e remédios vibracionais – atua como um quebra cabeças que, montado, oportuniza terapeuta e corpo atendido a buscarem transformar-se.

Este ensaio aqui quer somente mostrar-se mais um caminho possível. A radiestesia genética é um diálogo do terapeuta e o corpo atendido para que, vibrando na leitura sutil do que pode transformar, ensina, a quem lê e a quem é tratado, a usar sua mente e coração para fluir energia.

Vem sendo uma experiência de cura e determinação, de sabedoria e humildade, onde tratar não significa somente saber a causa, falar da doença, mas respirar saúde e conhecer-se mais e mais.                                                                                           Todos estão convidados a conhecer e compartilhar também suas impressões.

Porque é isso, a energia que nos atravessa, nos compõe, nos define e nos convida a transformar mais um pouquinho.

 Nirvana

*Nirvana Marinho é artista da dança e terapeuta de Radiestesia Genética                                                                                                                                                                                                                                                                                           Contato: [email protected]

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