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Em busca do autoconhecimento

Em busca do autoconhecimento

Sabrina Salton

“Conhece-te a ti mesmo”. Essa é uma das minhas frases favoritas, sabe por quê? Estamos nesse mundo por algum motivo e alguma coisa me faz crer que a busca pelo autoconhecimento é uma das razões de viver. Esse pensamento é, geralmente, atribuído ao filósofo grego Sócrates, mas na verdade, a frase estava escrita no portal de entrada do santuário de Delfos, dedicado ao deus Apolo, na Grécia. 

Filosofias de bar à parte, a busca pelo autoconhecimento não é uma das tarefas mais fáceis, porém, em nosso agitado dia a dia de mulheres modernas com muito que fazer e pouco tempo para refletir, precisamos despertar para a necessidade da busca interior. Quando isso acontece em nossas vidas, inicia-se uma verdadeira jornada rumo à transformação e evolução.

O efeito dessa mudança de comportamento e posicionamento se traduz em uma sólida melhoria de vida como um todo. A auto-estima cresce e, com isso, damos mais valor à vida! Sim, sem reclamações e desculpas conseguimos aproveitar o que existe de melhor, seja no trabalho, em casa, com os amigos, família e, principalmente com o boy ou girl “magia”.

Noah Buscher via Unsplash

Mas como nos conhecermos de maneira efetiva? Temos as respostas? Agimos da maneira certa? Como promover o autoconhecimento? Receio em dizer aquilo que vocês já devem saber: eu também não sei e, escrevo sobre me encontrar como forma de dar um passo a mais na busca de algum sentido para a vida.

Viver é complexo, temos dias bons assim com ruins e nada é para sempre. Escrever essa frase me assusta, pois mudanças significativas me assustam, porém estão inclusas no pacote do autoconhecimento e de uma filosofia de vida na qual sabemos que tudo é mutável, o que, supostamente, deveria nos levar ao desapego. A transitoriedade da vida é algo tão certo e, mesmo assim, ainda não conseguimos nos acostumar, certo?

Mais do que difícil, viver é encantador! Porque mesmo em todo esse emaranhado de pessoas, objetos, ideias, espaços e sentimentos, devemos sair de nossa zona de conforto. Perder o referencial de vez em quando não é tão ruim quanto parece. Dê oportunidade ao imprevisível, nada é mais certo que a incerteza. Com isso em mente aproveitaremos melhor os momentos, sabendo que os mesmos nunca acontecerão da mesma maneira novamente, mas sem saudosismo incômodo e sim com um suave suspiro de relaxamento interior.

Caminhando pelas veredas da incerteza e do desapego viver pode ser menos complicado e muito mais excitante. Então, vamos nos permitir ser como o filósofo Sócrates, que foi ao santuário de Delfos consultar o oráculo para saber o que significava ser sábio. O oráculo, por sua vez, perguntou a Sócrates: “o que você sabe”? E o mesmo lhe respondeu: “só sei que nada sei”. Vamos saber menos e viver mais! 

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