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Domine suas emoções

Domine suas emoções

Ana Paula Bet

Por Ana Paula Bet, do blog SER e SÓ

Dominar as emoções que sentimos é algo essencial. Eu falo isso por experiência própria, pois apesar de uma fachada convencional de normalidade emocional, por dentro me sentia frequentemente bastante sem controle.

Qualquer emoção mais forte me tomava de assalto e me levava para onde desejasse.

Na verdade eu sei de uma, a qual considero a mais desinibida de todas, a “chefe” da gang dos arredores de mim: a tristeza.

A tristeza, me levava sempre ao seu bel prazer. Em momentos onde eu era contrariada ou simplesmente não colocava minha opinião, entendendo todavia que isso era um posicionamento a ser aceito, respeitado e até mesmo replicado pelos demais, em prol de uma decisão coletiva melhor (o que afinal já demonstra o desejo da imposição da minha opinião), pronto, lá vinha ela de canto. Eu não gostava do que sentia, mas já estava bastante familiarizada, devido a frequência com que eu a permitia. Já me identificava com um “eu sou assim”, nesse sentir.

A identificação com a tristeza fazia eu não saber ou não me esforçar o suficiente para fazer diferente, sentir diferente e talvez melhor, sem essa necessidade desses controles subjetivos de situações variadas que reverberavam em descontrole emocional “normal”.

Eu optava inconscientemente sempre a um descontrole frente ao outro, achando isso “o mais certo” ou “certo para mim”.

Notava repetidas vezes que, trazidas no embalo de emoções mais desordeiras como o rancor, a raiva, o ódio, ciúmes e a inveja, que quem acabava por ficar de fato, era sempre ela, a tristeza.

Essa “de sempre” na verdade, andava muito a toa pelas ruas da minha vida, pois até mesmo o afeto, amizade, alegria, amor e paixão acabavam por convidá-la. Ou eu na verdade convidava ela sempre por educação e familiaridade, mesmo em encontros onde não fazia o menor sentido ela estar.

Já que estava comigo em muitos momentos, a “tristeza se sentia muito eu”, muito em casa para tomar o controle, usando ainda, como escudo ou reforço, alguma outra emoção, boa ou ruim, que, conforme fosse, se sentisse disposta a se manifestar também.

Demorei quase até esse texto bem a verdade para me dar conta de tamanho desfrute, dessa comodidade de me desordenar e dominar, mesmo que nem sempre perceptivelmente. A qualquer momento, eu era a tristeza, que juntamente com qualquer outra, se adonava de mim. Quanta honraria, frente a tantas outras combinações emocionais e coisas que aconteciam em minha vida também!

Por isso eu lhe digo, identifique mais suas emoções, tomando também mais consciência de si, do seu eu maior, do seu ser e poder como um todo, muito acima da mente pensante e das emoções.

A cada pouco que mais me conheço, mais descubro o quanto sou, muito além do que eu outrora imaginava ser, logo, muito mais do que minhas emoções, mesmo as mais poderosas que sempre senti!

Passei a dominá-las um pouco e isso me foi um grande avanço. Já me sinto diferente algumas vezes.

Sempre que estamos desconectados de nossa grandeza, uma emoção poderá tentar assumir o controle, fazendo parecer que isso que sentimos é o que somos. Mas eu não sou somente o que sinto, não sou somente uma tristeza ou outra emoção qualquer. Eu sou tudo aquilo que ainda posso me permitir ser e viver, a plenitude e até mesmo o descontrole do muito que ainda não sei. Sou um mundo todo de possibilidades que habita em mim.

*Ana Paula Bet é fascinada por observar e absorver. Escrever é uma paixão desde jovem, a qual hoje está canalizando para compartilhar mais.

Nômade digital, está hoje Designer Gráfico e Comunicadora Digital no APBet Design, Social Media em Startup de Homefit e membro idealizadora do Blog Ser e Só. Gosta de bom humor, natureza, empatia, atitude, praia, livros, fotos, músicas, cozinhar, comer, amar e rezar.

Se encanta com ideias construtivas e conexões inusitadas, mas se encanta ainda mais com as infinitas possibilidades da vida, como aquela de a cada dia podermos nos tornar um pouco mais quem realmente somos.

E-mail: [email protected]

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