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Depois de 32 anos vegetariana, mudei minha alimentação

Depois de 32 anos vegetariana, mudei minha alimentação

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Por Lilly Hastings*

Já faz alguns anos que organizo retiros espirituais e de autoconhecimento. Todos sempre foram retiros vegetarianos – sem nenhum tipo de carne, mas com derivados de leite e ovos. O SELF Detox, que aconteceu em abril deste ano, foi o 1º com alimentação 100% Vegana, ou, como chamamos, alimentação LOVE: Leve, Orgânica e Vegana.

A ideia de fazer um retiro apenas com alimentação vegana veio de uma amiga e coach. A princípio, achei que seria simplesmente para que o detox fosse mais completo e efetivo. E foi! Mas minha maior surpresa veio depois…

Sendo um retiro vegano, atraiu uma tribo nova de participantes: a tribo dos veganos. Estes participantes trouxeram (e ainda estão trazendo nos papos via grupo do whatsapp) suas visões, experiências e informações sobre o veganismo. Nem eu sabia quantas coisas existem hoje disponíveis na internet sobre esse estilo de vida. Sim, o veganismo vai muito além de uma dieta para ficarmos mais saudáveis e bonitos. Inclui uma ampla visão sobre sustentabilidade, compaixão, abolicionismo etc.

O veganismo fala de passado (de que adianta falar que o ser humano vem se alimentando de carne desde o início dos tempos se também outros comportamentos como estuprar ou matar pessoas também são absolutamente imorais e também vêm sendo praticados desde tempo imemoriais?); de presente (você tem consciência de que mesmo a garrafinha de embalagem bonita do leite orgânico com a vaca sorrindo é uma cruel enganação, pois mesmo estas vacas são escravizadas para estarem constantemente grávidas e forçadas a ficar longe de seus bezerros?); e do futuro (ninguém pode falar seriamente de sustentabilidade e do que vamos deixar para as próximas gerações, se não falar em veganismo).

E eu adorava leite… Mas após esse retiro, pude perceber que ainda estava com o software emocional e mental totalmente desatualizado em relação a esse assunto!

Não consigo nem imaginar como pude pensar que as vacas de produção industrial de leite eram bem tratadas. Mas entendo a razão disso sim, de várias maneiras:

  1. Eu era viciada. Sim! Viciada em leite. E não só nem sabia disso, como não queria saber de fato o que acontecia por trás do meu copo de leite.
  2. Como a maioria das pessoas, minha mente também foi extremamente manipulada pela mídia e pela indústria alimentícia. Desde que aprendi a falar e entender o que os outros falam, fizeram-me crer na mentira nada branca de que leite é necessário para os ossos, músculos, cérebro etc! Com tanta informação desse tipo já bombardeada em meu inconsciente, somada ao fato do leite e seus derivados serem gostosos…. Pronto! Está feito um belo e completo trabalho de manipulação, com grandes chances de durar por toda vida (ou mais, quem sabe).
  3. Eu achava que o leite era expressão da vida, que jorra em sua linda expressão de amor puro e maternal! É, eu também achava que a vaca simbolizava a ‘Mãe Divina’ na Terra, dando-nos seu leite celestial.

Como me disse uma querida médica Ayurvédica: “Esse ‘software’ velho não veio do nada.Talvez, tenha vindo de uma vida passada (e bem antiga), na Índia.”

Houve uma época na qual as vacas viviam mesmo quase como membros da família. Eram soltas, tranquilas e, quando estavam amamentando seu bezerrinho (porque elas NÃO dão leite se não estiverem grávidas ou com um filhote para amamentar) então elas deixavam a gente pedir licença e pegar uma xícara de leite, de vez em quando, diretamente de suas tetas, com as mãos e com delicadeza. A vaca vivia com dignidade e morria de morte natural (e não por exaustão e doenças, após uma vida de abusos e violência). E ela era enterrada com cantos e orações.

Bem… E o que retirou esse véu de ilusão?

O video de 5 minutos da canadense Erin Janus! Ele foi direto, claro e definitivo!

Eu recomento muito assistir. Recomendo mais ainda para meus queridos amigos e colegas de profissão (Yoga) vegetarianos, que eu sei se importam tanto com sua saúde como com a justiça para com os animais e o meio ambiente. Yogis e Yoginis valorizam Ahimsa (não-violência), praticam Satya (a verdade) e Sauchan (a purificação), só para citar 3 dos preceitos éticos da filosofia Yogi. Então, tudo a ver com o veganismo.

Segue aqui o link (inglês com legendas em português):

E sobre os ovos, você ainda tem alguma dúvida?

Aqui mais uma explicação, essa de 20 minutos: (inglês, ainda sem legendas em português), também da mesma Erin Janus:

Apesar destes vídeos falarem mais da realidade na América do Norte, as coisas por aqui não são muito diferentes. Eu sei que ovos orgânicos são produzidos de uma forma diferente, mas o fato é que mesmo assim há um enorme e desnecessário desgaste para as galinhas para produzirem as cascas dos ovos e elas nunca botariam tamanha quantidade de ovos em seus ritmos naturais. A maioria fica com inflamações super doloridas em suas cloacas (orifício por onde saem os ovos) e por aí vai… E o fato é que nós realmente não precisamos do ovo para nos alimentarmos!

E eu que achava que não havia mais o que mudar em minha forma de me alimentar… Hoje posso compartilhar que a sensação de sair dessa manipulação e deste delírio coletivo – baseado no falso e enfadonho assunto da necessidade de proteína animal para nossa saúde – é libertadora e maravilhosa!

Muita gente já sabe disso em relação as carnes, mas é preciso entender que a mesma visão se estende também aos ovos e aos laticínios (e claro, peixes e aves, pois não importa a cor da carne, são todos animais, inadequados para nossa constituição humana e causam os mesmos desastrosos danos à nossa saúde e ao meio-ambiente, para dizer o mínimo).

Mas certamente eu não escrevi este texto para dizer a você o que fazer ou o que comer! Se posso dizer algo a você, em primeiro lugar, agradeço muito por dedicar seu tempo para ler esse texto. Estou aqui para lhe trazer informações e sugiro que informe-se ainda mais dos fatos; não acredite no que eu disse, busque boas fontes, comprovadas por inúmeros estudos e, depois, escolha o que lhe pareça ser o melhor caminho.

Para facilitar seu trabalho, se quiser saber se a dieta sem produtos animais é mesmo a melhor para seres humanos (eu quis), veja os estudos da American Dietetics Association (ADA) aqui:

http://www.vrg.org/nutrition/2009_ADA_position_paper.pdf

E se suas aspirações vão além de sua própria saúde, estendendo-se à real sustentabilidade do planeta e à dignidade dos animais, recomendo muito assistir o documentário “Cowspiracy” (disponível no Netflix, com legendas em português).

Há muita informação disponível! Hoje em dia, só não sabe quem não quer saber. Mas isso não significa que as consequências destes atos não chegarão em você.

E para terminar com palavras mais animadoras:

A alimentação vegana é original, colorida, divertida, criativa, divina e deliciosa! E ela cabe em todo o tipo de bolso. Basta saber usar ingredientes novos (como a biomassa de banana verde) e se informar como preparar. Você não precisa comer carne de soja nem se preocupar exatamente em ‘substituir’ a carne, porque o que é ruim a gente não substitui, a gente elimina.

As grandes cidades têm vários restaurantes veganos ou com opções veganas e já existem diversos aplicativos que ajudam a encontrar o restaurante vegano mais próximo. Dificuldade não é desculpa, ok?

Saúde no corpo, paz no espírito e amor no coração!

Lilly

Lilly Hastings – Inspirando Transformações

*Lilly é uma criadora de mapas e experiências para despertar a consciência e inspirar transformações. Seu trabalho é uma fusão criativa de suas formações em Psicologia, Iyengar Yoga, Coaching e mergulhos em diversas linhas de estudo espiritual. É facilitadora de variadas experiências, entre elas os Retiros SELF e atendimentos particulares em ‘Alinhamento de Vida’ em São Paulo.

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