De Avalon a Atlantis em 10 dias – viagem, jornada ou peregrinação?

Por Márcia Veras*

Já no aeroporto de Heathrow, fomos recepcionadas por uma figura do além: David Watkins, marido de Mara Freeman, que desliga seu celular no minuto em que o grupo todo se reúne, explicando – ótimo, estamos todos juntos, não preciso mais desse negócio!

14 mulheres (e muita bagagem, é lógico!) embarcam no micro ônibus que nos acompanharia nesta incrível jornada. Nossa primeira parada é Avebury, um local neolítico com 3 círculos de pedras,  mais antigos que Stonehenge, por onde cruzam as linhas energéticas de Michael e Mary. Em um dos portais, a pedra tem uma pequena cadeira entalhada onde, depois de formar um círculo e compartilhar cidra em um cálice de estanho, cada uma se sentou para absorver a energia do lugar e pedir iluminação. Ótimo começo!

Avebury

De Avebury seguimos viagem para Glastonbury, também conhecida como a ilha de Avalon, um dos locais mais sagrados da Inglaterra. Nossa hospedaria, o Earth Spirit Centre, é uma antiga fazenda do século 17 restaurada para acolher aqueles que, como nós, querem descobrir os mistérios celtas e mergulhar no universo do rei Arthur. Uma linda meditação pelo reino de Avalon e um círculo (é claro!) de mulheres compartilhando segredos encerram nosso primeiro dia e abrem as mentes e corações para o que vem a seguir.

No dia seguinte, depois de uma pequena visualização/meditação com a chama de Bridget para iluminar nossa consciência, começamos a visita nos jardins de Chalice Well, um dos poços mais sagrados da região, utilizado há mais de 2.000 anos por suas propriedades curativas, mas também representante do sagrado feminino, em contraponto a Glastonbury Tor, representante do sagrado masculino e nossa visita da tarde. Que energia! Subir a colina seguindo o caminho traçado por peregrinos durante milhares de anos, andar descalça na grama e sentir a presença de algo maior do que nós é o ponto alto do dia. Para completar, ver a chuva chegando ao som de histórias e lendas celtas contadas por uma arquiduquesa druida.

Aprofundando-nos nos mistérios do Cálice Sagrado, o dia seguinte é dedicado à exploração da Abadia de Glastonbury, onde estão enterrados o Rei Arthur e sua Guinevere, e da capela de St.Margaret,  curiosamente erguida em Magdalene Street. Alguns acreditam que a capela é secretamente dedicada a Maria Madalena. Mais mistérios da Ilha de Avalon…

Continuando, subimos a colina para visitar as ruínas de Cadbury Castle, também conhecido como… Camelot!!! Dentro da montanha, dormem os Cavaleiros da Távola Redonda, guardados por Merlin, que nos guia ao encontro deles em uma fantástica meditação para dentro da terra. Ao por do sol, nossa arquiduquesa druida comanda, dentro do círculo de Stonehenge, a abertura dos portais de Norte, Sul, Leste e Oeste em uma fantástica cerimônia druida de cura e renovação. Desta forma magnífica, damos adeus a Avalon e seguimos pelo caminho do Dragão em direção Tintagel (Atlantis), onde nasceu Rei Arthur. Por mais quatro dias, hospedadas em um hotel com vista para os fabulosos penhascos de Cornwall, seguimos visitando poços sagrados, florestas mágicas onde vivem fadas e duendes (St. Nectan´s Glen), as ruínas do castelo onde nasceu Arthur (Tintagel) e a caverna de Merlin, entre outros. Para finalizar, uma apresentação maravilhosa sobre a correlação entre as lendas arturianas e as constelações da época. Descubro que Arthur quer dizer o Grande Urso (ou Ursa Maior, a principal constelação do hemisfério norte, que também se mostra nos recortes geográficos dos penhascos de Cornwall), e que talvez o brilhantismo das lendas seja conseguir transmitir informações importantes, de forma lúdica e inesquecível! Fiquei pensando no final das Aventuras de Pi, quando ele, depois de contar a outra versão de sua história, pergunta aos japoneses: então, qual das duas histórias vocês preferem?

St_Nectans_Glen

São nove dias visitando locais sagrados, realizando meditações e rituais,  trabalhando com as energias da terra, do céu, das estrelas, pedras, água e ar, neste e em outros mundos, em uma incrível jornada que, ao final, escolhemos chamar de peregrinação. Eu sei por qual das histórias optei…

Para saber mais sobre a viagem da Márcia, clique aqui.

*Márcia trabalha como coach e facilitadora de programas de desenvolvimento. Nas horas vagas, é uma viajante inveterada, que vê nas viagens uma forma de buscar seu próprio crescimento, procurando observar e entender os lugares que visita sob uma perspectiva espiritualizada. Incursionando por universos diferentes, que vão desde a antroposofia até o druidismo celta, está sempre aberta a descobrir novos caminhos que levem ao desenvolvimento do ser humano.

2 Comentários

  1. Patrícia Pimenta diz:

    Adorei! Parabéns ! Se for fazer uma viagem para ver o crop circles, me chama! bjs

    • Obrigada, Pimenta! Passamos também por regiões famosas por seus crop circles, mas como era final de verão, início do outono, a colheita já havia dado cabo deles…

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