Da dor ao amor

Por Helena Cecília de Fraga Verhagen*

“O presente de um curandeiro é a sua própria ferida pois ela é sua fonte de empatia e verdadeira compreensão da compaixão e do perdão.”

Essa frase me tocou tanto. Compreendi porque estou sempre tão disposta a compreender facilmente as pessoas.

Enquanto há guerras em diversos países, os urbanóides ditos “civilizados” seguem com suas guerras discretas de egos, poder, competições, palavras agressivas, posicionamentos abusivos, bélicos e etc.

Se você está nesse planeta, está aqui para crescer, para evoluir, para transcender e sim, para chegar o mais perto possível de se tornar amor incondicional. Amor incondicional transbordante de si mesmo para os demais.

Outro dia uma amiga bem próxima me disse: você tem uma facilidade de perdoar que eu acho impressionante.

Essa frase me chocou. Será? Passei alguns dias meditando sobre isso. Respirando e sentindo. Foram horas passando diversas situações à limpo. Lembrei dos mais diversos momentos dolorosos onde machuquei pessoas que amava e que fui também machucada.

Nessa viagem profunda e sincera cheguei à conclusão que sim! Minha amiga tem razão… foi vivendo sempre intensamente que aprendi a perdoar fácil. Descobri que foi por pura questão de qualidade de vida interna que me aliei ao perdão.

Perdoar os outros é um bem que faço por mim, não pelo outro. Ele pode ou não carregar culpa. Mas eu escolho não levar mais o sentimento dolorido dentro de mim. Perdoar é transformar.

Perdoar a mim mesma certamente foi um dos gestos mais generosos que aprendi nessa caminhada. Precisei de muitas feridas para praticar bastante o verdadeiro perdão, aquele que transforma a dor e quando você revisita o passado, é capaz de olhar com neutralidade, ou seja, sem sentir na-da de ruim.

Assim como o curandeiro da frase, me sinto privilegiada pelas minhas feridas. Elas certamente foram minhas melhores professoras. Me tornaram muito mais humilde. Muito mais empática. Muito mais aberta. Muito mais leve e solta.

Disso, a compaixão. Sob a minha ótica, para a compaixão é necessário um olhar além… é você ver e saber que o que o outro está fazendo algo que pode lhe trazer problemas, mas ao invés de julgá-lo, você sorri com o seu coração compreendendo que este é o aprendizado dele. E que, na maioria das vezes, ele precisa desse aprendizado para também se transformar.

Assim, feridos, cicatrizados, curandeiros ou não, aos poucos, vamos nos tornando seres mais humanizados capazes de compreensão, compaixão, perdão e… quem sabe… amor incondicional.

 

*Bem-Amada, de Barcelona para o mundo, sou uma cidadã planetária de coração cósmico. Tenho um livro publicado, “O Mundo é das Bem-Amadas” e nas mídias sociais compartilho minhas reflexões e profundezas de minha velha alma. Atendo “Sessões Bem-Amadas” além de escrever guias de autoconhecimento personalizados. Sou mística, yogi, tântrica, reikiana, jornalista, fashionista… Uma índigo multifuncional.

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