Crise a serviço da transformação

Por Christiane Afondopulos*

O milagre para a solução dos grandes problemas de hoje acontecerá a partir da nossa própria transformação. Podemos esperar, ele está a caminho… e só depende de novos hábitos, do resgate do amor.

milagresO mundo está passando por uma das maiores crises que já vimos, quase que uma catástrofe que talvez só possa ser revertida pelo avanço da espiritualidade.

Não se trata de religião, mas sim de amor. Amor ao próximo e ao planeta. Somente com o resgate desses valores é que será possível mudar o caminho.

Mas as crises não são de tudo ruins, elas possuem um lado positivo a partir do momento em que exigem mudanças. Mudanças de pensamentos, de comportamentos, de atitudes, de hábitos, de valores, enfim, mudanças para melhorar uma situação.

Já disse isso em outro texto, que as nossas crianças de hoje talvez se tornem adultos mais amorosos, exatamente pelo fato de que observam um momento atual de tantas injustiças e desigualdades.

“A palavra crise nos remete a sentimentos negativos, mas, na verdade, as crises contêm elementos preciosos para a transformação. Toda crise é bem-vinda, justamente porque está a serviço da evolução da consciência humana. É uma oportunidade de aprendizado. Alguma coisa em nós mesmos precisa ser transformada para que possamos compreender melhor as coisas e atuar de uma nova maneira. É hora de colocar algo novo em movimento.” (Sri Prem Baba, “Amar e ser livre”, pág.13)

Então talvez seja a hora de incentivar novos hábitos para construir um mundo melhor. Nesse sentido, vários projetos que visam práticas mais conscientes de consumo ganham força e se destacam como prioridade dentro dos lares e das escolas. A educação assumindo seu papel principal.

Devemos buscar um modelo definitivo de reaproveitamento dos pertences, e despertar nas crianças e jovens valores de solidariedade, responsabilidade, de cuidar de um bem para o próximo.

Culturalmente, não possuímos o costume de reutilizar, trocar, reciclar, muito embora sejam estas ações bastante enfatizadas nos últimos anos. Ainda percebemos em nossa sociedade a necessidade pelo “novo”, a prática desenfreada de consumo, e a ausência de planos mais conscientes para demonstrar às crianças o efeito prejudicial de tudo isso.

É hora de implementar efetivamente o hábito da economia solidária, valorizando a cooperação e a criatividade, e zelando pelos recursos naturais
para as próximas gerações.

Além disso, precisamos rever nossas atitudes e comportamentos no dia a dia, o respeito e compaixão pelo outro.

Se pensarmos que o ser humano alcançou seu ponto máximo de alienação e abandono, talvez possamos compreender a chegada de tamanha crise e confusão. É hora de pararmos para refletir sobre os males que estamos causando ao longo dos tempos, e resgatar o amor. Precisamos de um tratamento de choque para despertar um novo tempo de paz.

Christiane Afondopulos

*Christiane Afondopulos é psicóloga e advogada e adora escrever como um exercício para a alma.No seu blog (Chrizoca) publica seus artigos e também colabora com a página virtual da Obvious.

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