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Conflitos ao redor do mundo – Qual a sua resposta?

Conflitos ao redor do mundo – Qual a sua resposta?

Marcia Nascente

Há leis universais básicas que independem da cultura, meio e modo de conduta. Os direitos humanos ainda não estão garantidos, nem a sobrevivência das futuras gerações. Há uma necessidade clara de transformação para que haja equilíbrio no modelo de desenvolvimento mais sustentável. Mesmo grupos trabalhando e se articulando, há anos, em torno de resoluções de conflitos e cultura de paz, a violência persiste.

Os motivos dos atos violentos começam na mente humana por causas relacionadas a problemas emocionais, socioculturais, econômicos, religiosos e/ou geopolíticos. O sistema dominante ainda causa situações de conflitos por discordância em crenças e costumes que se sobrepõem aos valores humanos universais.

E a pergunta ética é: quais são seus valores? Qual propósito nessa jornada o motiva a sentir compaixão e cuidar das relações e do próximo?

Quando reconhecemos que atitudes éticas originam-se de uma consideração natural, por empatia, que vai além de cuidar da família e do entorno.

A situação que se reflete no espelho mostra que tudo está interligado, uma ação produz muitos efeitos, por isso a consciência sobre como devemos agir e não reagir, com responsabilidade.

Ao nos tornarmos atores protagonistas rejeitando a violência, percebemos o quanto podemos criar modelo de educação e cultura solidárias que não agridam os seres.

Se queremos a transformação no caminho da paz, precisamos rever nossos valores e aqueles que somos incapazes de negociar para agirmos nesse sentido.

Questões

1. Qual o conhecimento e importância que se dá no âmbito pessoal para as necessidades básicas universais e o amparo às crianças, adolescentes e idosos que estão em situação de vulnerabilidade, por exemplo?

2. Como melhorar as relações de convivência e as respostas institucionais reconhecendo a diversidade como característica natural na construção da evolução da humanidade?

3. Como cada um pode exercer o protagonismo em colaborar com mudanças de atitudes no micro e no macro ambiente para transformar as relações de convivência em atos pacíficos para o bem comum?

4. Quais iniciativas podem ser concretizadas em grupos para melhoria no convívio social a partir de iniciativas em segurança, educação, saúde, justiça, meio ambiente e comunicação no seu polo de atuação?

5. A questão da segurança que envolve as inúmeras infrações penais e criminais causando a quantidade de julgamentos e a superlotação das penitenciárias no Brasil são exemplos do sistema que necessita de programas humanizados pela paz.

Clareza de entendimento

A resposta para cada uma das perguntas é um desafio e a falta de clareza sobre nossos papéis em relação à corresponsabilidade interfere na atitude de alienação.

Este modelo de dominação que estamos submetidos reforça atos de violência causando insegurança decorrente do reflexo que ele mesmo produz.

Essas reflexões são caminhos abertos que podem levar instituições e pessoas a se darem conta da sua corresponsabilidade e modificarem seu sistema de crenças.

A começar pela retomada de consciência na sua esfera de atuação, seja familiar, institucional, comunitária, na saúde, educação, justiça ou meio ambiente.

Sim, este problema é de todos, o ponto é caminhar para transformação da realidade violenta do presente para um modelo pacificado de cooperação para o século XXII.

Algumas obras que inspiram:

  • Manifesto 2000 – Cartilha Unesco
  • O cálice e a espada – Riane Eisler
  • Paz Transformativa – Johan Galtung
  • A arte de viver em paz – Pierre Weil
  • O valor dos valores – Swami Dayananda Saraswati
  • Sites: Palas Athena, Unipaz, Unesco, Senac, Peacefulsocietes, Onu
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