Charles Darwin (1809-1882) budista – Por Claudio Edinger

10689929_10153537987448306_9012883189233643986_nDarwin aprendeu sobre o pensamento budista tibetano através de seu amigo o advogado Joseph Booker. Sua esposa Emma Darwin também seguia os ensinamentos do Oriente.

Darwin diz, seguindo a essência do pensamento budista e iogue, que a semente da compaixão é olhar para os outros como uma mãe olharia. “Quando vejo alguém sofrer,” diz Darwin, “isso me faz sofrer, o que me motiva a acabar com esse sofrimento para acabar com o meu.”

Escreve:

“O grau mais evoluído de nossa cultura é quando descobrimos que devemos controlar nossos pensamentos.” Puro budismo e ioga.

O Dalai Lama diz: “Quando leio algumas passagens de Darwin me sinto um darwinista.”

Darwin também escreve:

“Para ser um bom observador é preciso ser um bom teórico”. (Não tem como alguém ser um bom fotógrafo sem ter uma vasta cultura e conhecimento de nossa arte – isso, claro, vale também para a geologia, botânica e biologia.)

“Não é o mais forte nem o mais inteligente que irá sobreviver e sim o que melhor souber se adaptar às mudanças.”

“A ignorância dá uma ilusão de auto confiança com muito maior frequência que o conhecimento. São aqueles que sabem muito pouco não os que sabem muito que afirmam que este ou aquele problema nunca sera solucionado pela ciência.”

“Um macaco, depois de provar um uísque nunca mais beberá, mostrando assim que tem muito maior sabedoria que uma pessoa.”

“A questão de se existe ou não um Criador ou Inteligência Suprema tem sido respondida afirmativamente pelos maiores intelectos que já existiram.”

imagem: Darwin com 20 e poucos anos – Quadro de G. Robinson

 

maira-coelho-em-paris-2008

*Formado em Economia, Claudio Edinger é autor de 14 livros fotográficos e um romance. Começou a dar aulas de fotografia em 1979 na Parson’s School of Design e mais tarde no International Center of Photography (ICP), ambos em Nova York.

Recebeu o Prêmio Leica duas vezes, o Prêmio Hasselblad, o Prêmio Higashikawa, o Prêmio Ernst Haas, Prêmio JP Morgan, Prêmio Pictures of The Year, Prêmio Abril, Prêmio Marc Ferrez e, por duas vezes, recebeu o Prêmio Porto Seguro no Brasil.

Suas fotos estão nas coleções do MASP, MIS, MAM, MAC, Pinacoteca, Museu Metropolitano de Curitiba, Metronòn (Barcelona), Higashikawa (Japão), AT&T Photo Collection, Equity International Photo Collection, Brazil Golden Art Fund, Itaú Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil e nas maiores coleções particulares de fotografia do Brasil. É professor de História da Fotografia Contemporânea na Casa do Saber.

Deixe uma resposta

Por uma vida mais consciente

Você quer receber as novidades e promoções do Nowmastê no seu e-mail?