Caio Vilela – Sempre em campo

A aventura não é apenas um conceito abstrato na vida de Caio Vilela. Ela é real, e faz parte de uma rotina que mescla levar os filhos na escola em um dia, contratar guias do Nepal no outro; estar na Avenida Paulista lançando um livro, e na semana seguinte em Sterlitamak, a segunda maior cidade do Bascortostão, sendo homenageado como celebridade. Talvez a melhor forma de descrever esse paulistano, formado em Geografia, mas praticante de muitas outras atividades, seja como alguém capaz de descobrir o mundo e convidar outras pessoas a fazerem o mesmo, deixando de lado a zona de conforto e a mesmice.

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Como guia especializado,  já conduziu turmas até o campo base do Everest, pelas montanhas do Himalaia, e em países culturalmente diversos como o Irã. Como jornalista, fez sua estréia na Revista 4 Rodas em 1994, com uma matéria sobre as mais altas estradas do mundo, e não parou mais.  Desbravou fronteiras na Ásia, África, Antártica, sempre trazendo impressões de quem tem um olhar atento sobre o elemento humano e a diversidade social e cultural.

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Futebol com alma

Entre seus projetos de destaque, está aquele que uniu sua paixão pelo futebol e essa visão experimental de cidadão do mundo. Com o título de Futebol sem Fronteiras,  Caio lançou, em 2009,  um livro de fotografias que retratou os jogos informais, ou no popular, as “peladas”, realizadas em todas as partes do planeta: nas aldeias, na selva, ao lado das pirâmides do Egito e em outros locais improváveis.

Em julho de 2013, foi a vez de trazer ao público a evolução dessa iniciativa, o livro Futebol-Arte: do Oiapoque ao Chuí, com o mesmo conceito, mas dessa vez em solo nacional.  A repercussão foi grande conquistando a capa de veículos importantes como o Caderno 2 (do Estado de São Paulo), quatro páginas na Veja, além de dezenas de entrevistas e reportagens para mídia impressa e eletrônica que podem ser facilmente encontradas na internet.

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Turma da bola

Mas para Caio Vilela, um dos maiores ganhos de seu último livro foi a sensação de “achar a sua tribo”.  Isso porque diversas ONGs e projetos de todo o mundo se interessaram pelo trabalho desenvolvido e estabeleceram conexões que podem abrir caminho para novas e interessantes empreitadas. Entre eles estão o trabalho social Street Football World, de Berlim e o projeto inglês Spirit of Football ,que viaja com uma mesma bola desde a Copa de 2002, no Japão, promovendo jogos e incentivando o esporte. No Rio de Janeiro, Caio já está em contato com o Grupo Guerreiras, que luta pela evolução do futebol feminino na cidade e no país.

Na conversa que teve com o jornalista e fotógrafo, o Nowmastê comprovou o que suspeitava: não faltam boas histórias. Então aguarde, pois, em breve, teremos mais uma matéria com o Caio. Por enquanto, aproveite para conhecer seus livros, sendo o último com prefácio do histórico jogador Zico.  Você vai entender que o espírito do futebol muitas vezes está mais longe dos holofotes dos estádios e mais perto do coração das pessoas.

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Futebol sem Fronteiras

Retratos da Bola ao Redor do Mundo

1a. edição, 2009

Caio Vilela

Panda Books

           

Futebol-arte: do Oiapoque ao Chuí

1a. edição, 2013

Caio Vilela

Grão Editora

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