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BodyTalk: química de corpo, química da alma

BodyTalk: química de corpo, química da alma

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Por Nirvana Marinho*

Photo credit: Camerons Personal Page via Visual Hunt / CC BY-NC-SA

Essa série “BodyTalk &” foi idealizada para abrir possibilidades de conhecimento e diálogo do BodyTalk – abordagem terapêutica de saúde – com um público simpatizante, seja pelas inúmeras técnicas que são abordadas nas sessões de BodyTalk, sejam estas semelhates as que profissionais terapeutas atuantes conhecem seja para podermos dialogar e conhecer mais sobre o BodyTalk.

São 9 textos: (1) BodyTalk & corpo em movimento, (2) BodyTalk & meridianos em relação, (3) BodyTalk & chakras para me re-conhecer no todo, BodyTalk & planetas como cartografias de sentido, (5) Química do corpo, química da alma e (6) Os cinco elementos na prática de escuta do corpo. E ao fim destes, ainda mais três ensaios que abordam a Consciência como base filosófica e energética fundamental do Sistema BodyTalk e de sua terapêutica.

Este quinto texto já avança no nosso diálogo (ainda que sua voz, leitor, seja silenciosa, acredito que estamos trocando ideias) a partir do qual o BodyTalk torna-se, pouco a pouco, potencialmente familiar. Reúne e reinventa as conexões infinitas entre várias técnicas conhecidas. E ainda, revisita técnicas com um olhar pautado na física quântica e na filosofia Advaita Vedanta, assim como numa visão integrativa da consciência natural e sabedoria inata do corpo. Ou seja, somos capazes de, a partir de nossas histórias, olhar para a cura e integrarmo-nos.

Química do corpo foi a técnica elaborada pelo Dr John Veltheim, fundador da abordagem, a partir de sua experiência clínica. Acometido pelo Vírus Epstein-Barr, passou por um tratamento com uma gota de sangue aplicada em parte do corpo que reverteu seu estado, acordando a química do corpo para efetiva melhora depois de poucos dias de realizada. Tal relato trouxe ao mestre de artes marciais, acunputurista e mestre em reiki a oportunidade de vivenciar no corpo a cura de um vírus acontece com um fluido corporal. A química do corpo parece poder operar em outros sentidos daqueles conhecidos pela medicina tradicional.

Ao criar uma abordagem sistêmica de saúde partindo da sabedoria inata do corpo, o sistema BodyTalk estabelece uma compreensão empírica da química do corpo, a partir da saliva no modelo criado pelo Dr John. Como um líquido do corpo lembra o próprio corpo como acordar sua sabedoria inata em relação a quaisquer invasores como vírus, bactéria, fungo e parasita? Como toxinas, alergias e intolerâncias são observadas no Sistema BodyTalk como espaços de desequilíbrio emocional, padrões de rigidez e controle, ou ainda de organismo e comportamento defensivos? Por que o muro de nossa imunidade parece tão instável?

Estudos científicos atuais apontam para a importância de considerar os impactos do uso de antibióticos no nosso organismo, mais detidamente, em nossos microbiomas. Microbioma ou nossos microbiotas são comunidades em constante reequilíbrio entre microorganismos patogênicos (inimigos) e os que sustentam nossos sistemas imune e adaptativo – células inteligentes que algumas combatem, outras pacificam o sistema, outras ainda guardam a memória do DNA dos já invasores para, se preciso, acordar novos anticorpos. Um sistema complexo e atento a nossa química do corpo que, em termos gerais, inclui não somente os microorganismos – embora sejam maior parte – mas também enzimas, substâncias fundamentais. E ainda, um sistema influenciado também por hormônios, neurotransmissores e outros componentes bioquímicos do corpo. Em acordo ou desacordo, contam a história do nosso próprio corpo, de suas composições, regenerações possíveis, hábitos alimentares. E porque não verificar, nossa bioquímica guarda segredos de nossas emoções, dos vincos de nossa história, de nossa ancestralidade – marcada também no DNA – e da nossa relação com o ambiente – que inclui condições de vida, estresse, hábitos de atividade física, sono e outras variáveis de incontáveis combinações. Escutar essas histórias faz parte da nossa química do corpo.

Retomando o uso de antibióticos – a história contada também é da nossa sociedade nas últimas décadas. Com a maior exposição aos medicamentos e drogas, é possível verificar uma alteração na fisiologia dessas relações – por exemplo, a resistência sempre maior aos antibióticos devido a bactérias super resistentes – o que também revela mudanças genéticas e transformações na estrutura desses biosistemas. Estes incluem variáveis maiores do que as que podemos contabilizar ou controlar – como um sonho de imunidade total que as vacinas prometeram ou prometem ainda.

Mas nosso corpo não está desenhado, numa certa compreensão aqui abordada, para ser um muro impenetrável de microorganismos. Ao contrário, é feito das batalhas vividas, das histórias armazenadas, resolvidos, ou seja, nossa química do corpo sabe lidar com conflitos e é deles que se nutre para aprimorar-se e lidar com o externo.

Contextos epigenéticos e campos morfogenéticos fazem parte, portanto, dessa compreensão de química do corpo. As mudanças epigenéticas são inscritas no DNA, ativando ou adormecendo padrões acumulados e estabelecidas que nos constituem. Ou seja, diferente do que se possa imaginar, nosso DNA não está fixo e concluído. Ele se altera com nossas experiências. E ainda, dos campos morfogenéticos, podemos compreender uma química do corpo que se revela também na memória coletiva dos organismos constitutivos e não necessariamente contíguos (semelhantes na teoria da evolução). Ou seja, como nos influenciamos – microorganismos e corpos humanos?

Buscamos, até aqui, esboçar fundamentos científicos que expandem a consciência da química do corpo assim entendida no Sistema BodyTalk. E a pergunta que nos fazemos, sobretudos bodytalkers (terapeutas certificados de BodyTalk) quando alguém chega com gripe, virose, alergia, intolerância é: quais são as histórias que sustentam tal acometimento? Qual história esse corpo quer contar – seja do próprio paciente, do seu contexto familiar, da sua epigenética ou ainda do campo morfogenético de que se afina?

Química do corpo, ao ponto de vista aqui elaborado, não dialoga somente com o remédio, mas com a dose do veneno a partir do qual esse corpo se adoece. E portanto, sabendo que o corpo pode achar sua medida, como ele pode se fortalecer para lidar com o invasor, que, em alguma medida, nos dá pistas sobre tais histórias. Qual é a história do seu corpo em relação aos bichinhos que nele habitam?

Referências
Relato Dr John Veltheim
https://www.bodytalksystem.com/videos/category.cfm?id=5)
http://www.cienciahoje.org.br/revista/materia/id/856/n/a_microbiota_humana
http://revistacarbono.com/artigos/03-epigenetica-e-memoria-celular-marcelofantappie/

Conheça o BodyTalk escolhendo seu terapeuta pelo link oficial da IBA – Associação Internacional de BodyTalk. www.bodytalksystem.com

*Nirvana Marinho (CBP, Certified BodyTalk Practitioner (CBP), Terapeuta certificada IBA International BodyTalk Association)

Para falar comigo envie um whatsapp para (11) 97672-8460 ou
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