Lendo agora
Astrologia Védica como ferramenta de autoconhecimento – Madu Cabral

Astrologia Védica como ferramenta de autoconhecimento – Madu Cabral

Avatar

A Madu Cabral é yogini de longa data, daquelas que a gente sempre fica de olho para saber o que está fazendo e se inspirar. Entre milhares de coisas bacanas que ela fez e faz estão a produção do Yoga pela Paz – evento incrível que deixou saudades – e da Virada Zen – que no início de 2018 terá uma nova edição.

Ela também está a frente do site de cursos Abertamente e, mais recentemente, é uma das criadoras do Projeto Akash e também do curso de Astrologia Védica oferecido na Casa Jambū. Curiosas para saber um pouco mais sobre o assunto, conversamos com ela.

Foto: Huan Gomes

Como você chegou na Astrologia Védica?

A Astrologia Védica faz parte da mesma filosofia que o Yoga e o Ayurveda, são Ciências Védicas. Elas tem sua origem nos Vedas e foram desenvolvidas em muitos textos posteriores.

Minha porta de entrada – e primeira paixão – foi o Hatha Yoga, depois de um mês de práticas já comecei a fazer formação para me aprofundar. Fiz diferentes formações, fui professora por um tempo, mas o objetivo dos meus estudos sempre foram bem práticos: me transformar em uma pessoa melhor!

Depois do Yoga segui para a formação de Ayurveda e foi a primeira vez que ouvi falar de Jyotish – Astrologia Védica. Conheci então meu professor, o Horácio Tackanoo e desde a primeira consulta, há mais de 10 anos, sempre coloquei no meu dia-a-dia, de forma bem prática, os ensinamentos desse conhecimento.

Já havia feito uma parte da formação em Astrologia logo que conheci mas voltei a estudar com dedicação no ano passado. Nesse meio tempo nunca deixei de me consultar com o Horácio e seguir ao máximo as tendências de cada período.

Foi o conhecimento mais transformador que tive até hoje, mudou minha vida para sempre e continua mudando todos os dias!

Como ela se difere da astrologia tradicional ou da Kabbalah?

Nunca estudei outro tipo de astrologia, mas sei que entre a astrologia tropical (mais comum no ocidente) e a Védica a principal diferença são os cálculos usados. A Astrologia Védica segue os movimentos astronômicos e a astrologia tropical tem um outro cálculo que nem sempre coincide com o movimento astronômico.

Outra diferença é que a astrologia tropical começa seus estudos pelo posicionamento do sol no mapa (quando dizemos “sou de escorpião” o que isso quer dizer é que o sol estava em escorpião na hora em que nasci). A astrologia védica começa os estudos pelo ascendente, a constelação que estava subindo no horizonte leste na hora em que nascemos.

Quais os passos para quem quer conhecer melhor?

As consultas com o Horácio e os grupos de estudos que ele conduz são ótimos começos!

Depois de muitos anos dando consultas, o Horácio, meu professor, viu que as pessoas saiam muito impactadas do encontro mas poucos voltavam e menos ainda ajustavam suas vidas em acordo com o que aprenderam.

Então desenvolvemos, eu, Horácio e o Gaura Nataraj (estudioso das ciências modernas e filosofias antigas), o Projeto Akash  para ensinar as pessoas a interpretarem o próprio mapa.  Temos cursos em diversos formatos, todos voltados ao autoconhecimento. O conteúdo das aulas são sempre passados em cima do mapa do participantes, é bem prático e transformador.

Por que você indicaria as Astrologia Védica?

A Astrologia Védica é uma ferramenta incrível de autoconhecimento. O mapa natal fala sobre o propósito dessa sua existência, das suas forças e poderes, das suas debilidades e principalmente sobre nossas tendências comportamentais.

O Yoga fala muito sobre essas tendências, sobre a importância de não reagirmos por impulso aos fenômenos que encontramos pela vida. A astrologia ensina o quanto essas tendências são poderosas e difíceis de serem mudadas, mesmo que as vezes sejam maléficas. Mas reconhecê-las em seu mapa é o primeiro passo para mudança.

Conhecer os trânsitos planetários também é muito útil. Cada planeta em cada posição tem uma intenção e, aos nos conectarmos com essas intenções conseguirmos aproveitar um fluxo de energia enorme. Esses movimentos nos indicam períodos (e até horas) propícias para tomada de decisões importantes: contratos, casamentos, inaugurações, cirurgias, fim de parcerias e muitas outras ações eu nunca faria sem estudar as intenções do dia antes!

Um exemplo disso é o período em que estamos passando, principalmente de julho ao fim de outubro. Muitos dos planetas estão nos impulsionando para uma transformação profunda onde temos que tentar agir de forma menos egoísta e mais coletiva.

A forma antiga de agirmos (egoísta) já está deixando de funcionar, temos que olhar para o novo coletivo e nos integrarmos melhor para prosperarmos como seres-humanos, afinal somos uma das poucas – se não a única – espécies que não consegue se organizar como sociedade para prosperarmos em conjunto, temos que melhorar e temos pouco tempo para isso.

Veja comentários

Deixe uma resposta

Vá para cima