Astrologia, psicologia e livre-arbítrio. Uma conversa com Mauro Godoy

Mauro Godoy é psicólogo clínico, especializado em Psicologia Analítica, Antropologia e licenciado pelo Boarder do estado da Flórida nos Estados Unidos. Com um especial interesse pelo trabalho de Jung, bem como pelas abordagens antropológicas orientais – que foi comprovar in loco-, estuda a astrologia há 34 anos por uma perspectiva que reúne pragmatismo, metodologia e, claro, psicologia. Em um bate-papo exclusivo com a equipe do Nowmastê, ele revelou um pouco mais sobre a sua visão sobre a influência dos astros, bem como o papel do livre-arbítrio na nossa trajetória pessoal.

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Cálculos e crenças

Na vida de Mauro, o interesse pelo universo da Astrologia teve início em uma época em que a prática era estudada por físicos, matemáticos, enfim, por quem gostava de cálculos. Não havia computadores pessoais e tudo era feito na mão. De personalidade cética, mas sempre com uma curiosidade apurada, o psicólogo foi para a Índia em 1988, onde pode presenciar uma visão da astrologia não interrompida pelas crenças e tabus da Igreja Católica, mais especificamente pelos abusos da Inquisição.

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Para aquela sociedade oriental, os estudos eram muito simplistas, cotidianos, baseados em resultados. Ao beber das mais diversas fontes tradicionais indianas, ele aprendeu vários métodos astrológicos e fazia cruzamentos entre eles para confirmar informações. Analisando esses métodos, juntou a Psicologia para entender o comportamento dos seres humanos.

Padrões de comportamento

Para Mauro, é um equívoco associar a astrologia, ou os signos, apenas com o comportamento das pessoas, pois cada um tem sua própria vontade e poder de decisão. “Eu não acredito que os astros influenciem as pessoas, mas sim a vida das pessoas”, diz o estudioso.

Nesse momento, nós fizemos a mesma pergunta que você deve estar imaginando: “Mas então qual é a relação entre o que está no céu e o que acontece aqui na terra conosco, simples mortais?”

Segundo Mauro, quando inserimos os planetas e seus aspectos em uma linha do tempo, passamos por fases de crescimento, inerentes aos seres humanos, como infância, juventude, fase adulta que por sua vez sugerem padrões de comportamento que podemos detectar no mapa natal. Em outras palavras, trata-se de algo coletivo e não individual. É como se, a partir dos aspectos formados entre os planetas, nós possamos entender, escolher, avaliar e utilizar os aspectos de forma positiva ou negativa.

“Podemos usar amostras milenares de pessoas que tiveram os mesmos aspectos no mapa, para administrarmos melhor nossa vida”, completa Mauro Godoy.

Ferramenta para o auto-conhecimento

O mapa astral pode ser uma ferramenta para o fortalecimento do indivíduo, que ao conhecer suas questões, passa a administrá-las de forma mais positiva. “É como quando você ouve na previsão do tempo que vai chover muito. Você pode se preparar para não sair naquele dia, assistir um filme, ficar em casa e, assim, não ter os impactos que poderia sofrer”, explica Mauro. Mas nem tudo são flores (ou estrelas) e o astrólogo adverte também para um dos maiores riscos do poder de escolha: “o livre arbítrio faz você primeiro  ir para os extremos e depois entender que eles trazem sofrimento. Ou seja, ao longo da vida, para fugir desse mal estar de estar no totalmente bom ou totalmente mal, a pessoa se acomoda no caminho do meio, ou da ‘mediocridade’. Aí o lema da vida vira: ‘quero, mas não posso’”.  Para Mauro Godoy o importante é buscar dentro de si os recursos para ir adiante, e ter nas mãos um bom mapa que indique os caminhos.

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Informações

Mauro Godoy

11 3023-4850

[email protected]

http://www.maurogodoy.com.br/

 

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