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Astrologia e Kundalini Yoga – busquei a resposta nas estrelas

Astrologia e Kundalini Yoga – busquei a resposta nas estrelas

Daniela Mattos

Por Daniela Mattos*

Quando minha vida virou de cabeça para baixo, eu busquei a respostas nas estrelas. Já contei aqui como comecei minha história com o Kundalini Yoga, agora vou contar como a astrologia também me ajudou nessa jornada de re-significado e cura.

Foto de surgull01

Eu cresci em uma casa onde acreditar em astrologia era motivo de piada. Todo mundo, meus pais e meus parentes, sempre achou que astrologia era uma pseudociência, coisa de picareta. Eles sempre questionavam, criticavam e diziam: “Como assim o dia que você nasceu te define?”; “Como assim todo mundo nascido neste dia têm as mesmas características?”. E eu pensei assim até meus 35 anos.

Em 2016, tudo mudou. A minha dor nas costas me transformou em vários aspectos (aqui o texto sobre a minha dor crônica), e foi no meio da turbulência, quando passei por vários momentos onde não conseguia achar uma explicação lógica, que muitas verdades que acreditava serem absolutas até aquele momento começaram a cair por terra. Então, eu me rendi.

Resolvi deixar para trás também mais essa crença limitante que tinha. E que na verdade nem era minha, mas sim, da minha família. Eles achavam que astrologia era bobagem, mas eu até então não tinha tido nenhuma experiência com astrologia. A primeira foi em 2016, naquela época, como não achava nenhuma resposta para o que eu estava passando, decidi buscar as respostas nas estrelas. Foi então que marquei minha primeira análise de mapa astral.

Busquei um astrólogo que uma amiga já tinha visitado e gostava bastante. Ele me explicou como nós escolhemos o dia, hora, local e família em que nascemos. Eu já estava em uma jornada de autoconhecimento e já concordava com a ideia de que escolhemos a família em que decidimos encarnar, então, a ideia de escolher dia, hora e local também fazia sentido.

Depois ele me explicou que o dia em que nascemos define o signo solar, mas que existem outros 13 “planetas” além do sol que fazem parte do nosso mapa astral e que eles estão distribuídos em 12 casas diferentes. E além dos planetas, existem os 12 signos também diferentes. Ou seja, a ideia que a minha família tinha de que astrologia é bobagem, era completamente infundada. Cada um desses 13 “planetas” mais o sol pode cair em lugares diferentes dentro das 12 casas e dos 12 signos. Cada minuto do dia e local do globo pode mudar completamente o posicionamento dessas casas e dos planetas. Além disso, a combinação entre eles muda a análise completamente. Ou seja, um signo solar em Capricórnio e signo lunar em Câncer é completamente diferente de um signo solar em Câncer e signo lunar em Capricórnio. As possibilidades de combinações são infinitas.

Com essa questão em mente, eu até resolvi fazer um tira-teima e ver se alguém tinha tentado calcular as possibilidades existentes de mapas astrais. Encontrei um blog aqui dos Estados Unidos onde eles chegaram ao seguinte número: 5.4029896947597×1026. Isso é 540 septilhões de possibilidades de mapa astral! Você têm noção desse número? Eu não! Só consigo imaginar como infinito. E você quer saber mais? Nesse número nem está incluso Chiron e os 2 nódulos lunares. Ou seja, tem somente 11 planetas!

Bem, então aquela grande e velha teoria que me fez passar a vida toda acreditando ser uma resposta lógica para não acreditar na importância e na veracidade da astrologia, sumiu. Mas é claro que nem tudo está resolvido. O maior desafio de todos é encontrar um astrólogo de confiança. Encontrar um verdadeiro estudioso e amante das estrelas.

Quando fiz o meu primeiro mapa astral já estava no início da minha jornada de autoconhecimento, mas ainda não conhecia Kundalini Yoga. Queria muito entender o que estava acontecendo comigo e porque estava passando por tudo aquilo. Mas ainda não estava pronta para absorver tudo de uma só vez. O astrólogo leu meu mapa e passou as informações que eu precisava naquele momento. Eu queria muito saber o que fazer da minha vida, pois apesar de eu estar no sabático, ainda estava muito perdida e questionando toda a realidade que eu, até então, havia acreditado.

O que mais aprendi na minha primeira experiência com astrologia:

  1. Que o meu signo é Capricórnio e não, Sagitário. Eu nasci na virada, mas, por 14 minutos, eu sou capricorniana.
  2. Que astrologia é uma ferramenta importantíssima na jornada do autoconhecimento.
  3. As caraterísticas principais do signo de Capricórnio e, sim, eu reconhecia muitas delas em mim.
  4. Que existem outros 13 planetas que constituem o mapa e que alguns deles têm podem estar em conflito entre si. Entendi também que os conflitos gerados eram propositais. Minha alma escolheu o alinhamento tentando criar as condições precisas para que eu despertasse. A posição mais significativa que eu tenho é entre o Sol e a Lua, pois eles estão em oposição. Isso quer dizer que eu nasci em uma Lua Cheia, mas que também dentro de mim vou ter conflitos com a energia masculina e feminina. Ou que isso pode ser representado como um conflito entre eu e meu pai biológico. E de fato, esse foi o maior conflito que tive na minha vida.
  5. Que aquele momento que estava passando era realmente para mudar minha forma de levar a vida, e não era por acaso. Ele disse que, em alguns anos, eu iria me reinventar completamente. Naquele momento não tinha a menor ideia de como isso iria acontecer, mas estava escrito nas estrelas. Estar escrito nas estrelas não quer dizer que não temos poder de escolha. Nós podemos até tentar rejeitar, não querer mudar ou não enxergar o nosso destino, porém é como se a gente dirigisse um carro com o freio de mão puxado.
  6. A maior lição foi entender o lado mais sensitivo que existia dentro de mim. Eu sou Capricorniana, com ascendente em Touro e o que digo que vou fazer ou entregar, eu faço e entrego. Ou seja, tenho personalidade “boa” para trabalhar em corporação e fazer realmente as coisas acontecerem. E era o que tinha feito até aquele momento. Porém, minha Lua é em Câncer, um signo de água e muito sensível. E de fato, sou bem sensível e para completar, tenho vários outros planetas em casas que fortalecem essa sensibilidade. Foi legal ver isso, porque inibi essa sensibilidade durante toda minha vida até aquele ponto. Mas foi parte da minha lição.

Todos esses aprendizados fizeram com que eu me apaixonasse por astrologia. Fiquei fascinada. Logo após algumas semanas fiz o mapa dos meus filhos também. Foi muito legal entender em que áreas posso ajudá-los a se desenvolverem e me deu também uma noção de como nos complementamos. O Mateo ainda era um bebezinho de nem 1 ano, mas na Isabela, eu já conseguia ver algumas das características. Consegui entender um pouco melhor o comportamento dela e como podia ajudá-lá a ser sempre sua melhor versão.

Mas, até aí, ainda não tinha pensado em fazer disso parte da minha profissão. Mas a vida dá voltas e, quase um ano depois, comecei o meu curso de formação em Kundalini Yoga. Durante o curso de formação, passei a entender como Kundalini Yoga tem a ver com Astrologia. E, durante o meu curso de formação, conheci uma estudiosa, amante das estrelas e também de Kundalini Yogi – a Rebecca Gordon.

Após minha formação em Kundalini Yoga, senti que precisava me aprofundar mais em Astrologia. Fui atrás da Rebecca para fazer o curso de iniciantes em astrologia que ela oferece anualmente. Fiz 3, dos 4 cursos online que ela oferece, e pretendo concluir o quarto curso ano que vem. Hoje, nas consultas individuais com meus clientes que estão buscando entender um pouco mais deles mesmos, uso essas duas ferramentas juntas: Astrologia e Kundalini Yoga.

O que mais gosto é que, com a astrologia, mostro e trago respostas para eles entenderem como chegaram até ali, como tudo foi arquitetado pela alma e como tudo têm uma razão. E com a ciência do Kundalini Yoga, dou a eles ferramentas para que possam continuar a evolução da consciência de maneira mais eficiente.

E aí, você já fez seu mapa astral?

Muita Luz & Sat Nam!

Daniela Mattos

Amrita Deva Kaur

*o site com tudo da Daniela Mattos está aqui.

Veja o comentário
  • Adorei suas palavras, muito interessante mesmo. Identifico-me com muitas delas.
    Gostava de saber se esses cursos de astrologia da Rebecca Gordon são abertos a quem queira participar.
    Sat Nam…

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