Asanas para o bem – guia de posturas de Yoga – Vajrasana

“Lembre-se que não pode existir saúde sem doença nem doença sem saúde. Reconhecer esse par de opostos dançando como uma oscilação da sua energia vital já é um caminho. A prática regular dos yogasanas (posturas) pode te ajudar nessa compreensão, que deve se dar não pela sua racionalidade, mas pelo seu próprio corpo.” Sandro Bosco

O guia Asanas para o bem é uma colaboração do professor Sandro Bosco para o Nowmastê. Ele está sendo formado com muito carinho asana por asana e é um verdadeiro presente para todos nós que estamos nesse caminho do Yoga e queremos que a nossa prática seja cada vez mais profunda e delicada. Esperamos que você curta. ;-)


Vajrasana

– Esta postura pertence à família das posturas sentadas e é excelente para mantermos a coluna ereta com facilidade em função da posição do quadril que, em cima dos calcanhares, fica mais alto que os joelhos, favorecendo as costas.

Vajra significa diamante, por isso é chamada de posição diamantina.

Muito boa para fortalecer os tornozelos porque os mantém flexíveis, ajuda a combater câimbras nas pernas e facilita a digestão porque cria uma espécie de posição espaçosa e favorável para o estômago. Ao sentar sobre os calcanhares procure manter juntos as coxas, joelhos, calcanhares e os grandes artelhos (dedões do pé).

Principalmente para os iniciantes a permanência em vajrasana não é fácil, porque é comum que se tenha rigidez nos tornozelos, o que torna esta postura rapidamente desconfortável e, por esse motivo, não é o melhor asana para ser utilizado na meditação. Contudo, alguns pranayamas de menor duração como o bhastrika (respiração do fole) e o kapalabhatti (cabeça brilhante) kriya (exercício de purificação)  funcionam muito bem nessa postura.

Mas também sabemos que o Hatha Yoga oferece muitas outras posturas para os pranayamas e para a meditação que são mais estáveis pelo conforto.

Quando praticamos dhyana – meditação – ou pranayama – controle da respiração – devemos escolher posturas que sejam estáveis, firmes e confortáveis, portanto, não é a hora de lutarmos com desconforto e sim facilitarmos essa fase. Mas isso também não quer dizer que, mesmo que o asana escolhido, por exemplo, para meditação seja firme, estável e confortável você estará no céu da meditação, porque a mente sempre tentará encontrar pela sua natural inquietação motivos para trazer à tona pequenos desconfortos que fazem você querer se mexer ao invés de aceitar a imobilidade total do corpo. No dhyana e pranayama é muito útil estar com o corpo sereno e quieto, como um suporte positivo para alcançarmos o silêncio da mente através da parada das ondas mentais. De toda forma, costumo dizer que a melhor postura para a meditação é a melhor atitude interior possível.

Enfim, associar asana ao estado mental é uma pesquisa pessoal rica e interessante para você fazer e ganhar autoconhecimento.

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